Residências seniores vão precisar de mais 55 mil camas

Residências seniores vão precisar de mais 55 mil camas até 2050

O envelhecimento da população portuguesa contribui para os dados encontrados no estudo realizado pela CBRE.

A CBRE revela que será necessário um aumento de cerca de 55 mil camas em residências seniores em 2050, devido ao aumento esperado da população sénior de 2,3 para 3,3 milhões de pessoas. Este aumento fará com que Portugal necessite de mais cerca de 55 mil camas em residências seniores, segundo um estudo da consultora CBRE divulgado esta terça-feira, dia 23 de novembro.

De realçar que o aumento do número de camas corresponde a cerca de metade da oferta que existe atualmente, o que abre espaço para que o investimento neste setor aumente inevitavelmente. Ainda segundo o estudo, cerca de 1,4 milhões de pessoas residentes em Portugal terão mais de 80 anos em 2050, altura em que o índice de dependência (número de pessoas idosas por cada pessoa em idade ativa) deverá ascender a 67%, contra os atuais 35%.
O retrato atual sobre a oferta de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), reguladas pela Segurança Social, indica que existem 2.512 com um total de 100.500 camas a que se somam 390 unidades reguladas pelos serviços nacionais de Saúde com 10 mil camas. Daquele total de camas em ERPI, apenas cerca de um quarto (23.200) são privadas.

Apesar de referir que o “elevado preço das residências seniores é um dos entraves ao crescimento da oferta”, o estudo considera, ainda, que “a população está mais consciente e começa a criar complementos à reforma”. O preço base, médio numa residência privada com uma gestão profissionalizada é de cerca de 1.200 euros, “valor que representa um custo muito elevado face ao valor médio das pensões de reforma, sendo de 5.811 euros/ano, ou seja, 484,25 euros/ mês, em Portugal”.

Apontando que a oferta residencial destinada à população sénior é ainda “escassa e pouco qualificada”, o estudo refere que surgem novos operadores no mercado e antecipa que o investimento nesta área vai aumentar nos próximos anos, sobretudo através de contratos de ‘forward’-purchase e ‘forward’ finance, onde o investidor acorda a aquisição do imóvel antes do mesmo se encontrar concluído.