As novas regras das visitas aos lares

Mudaram as regras de visitas aos lares portugueses. É obrigatório certificado de vacinação ou teste negativo. O Presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, anunciou esta sexta-feira que as restrições nas visitas aos lares vão ser levantadas, passando a ser permitidas mediante apresentação de certificado de vacinação. A utilização de máscara e higienização das mãos, deverá manter-se. De realçar que a maioria dos lares já permitia visitas, mas estas decorriam em espaços próprios e com proteção dos utentes, com vidro ou acrílico, ou distanciamento, sem acesso ao interior da instituição, e com marcação e tempo de visita limitado. Os contactos através de vídeo chamada ou telefone eram privilegiados.

“Parece-me bem. É o momento adequado. As populações já estão todas vacinadas e os idosos também têm que regressar ao normal, não somos só nós que andamos por aí. Faz-lhes muito bem. Com as devidas cautelas, faz sentido”, comentou, referindo: “Vamos divulgar a norma hoje ou segunda-feira, e a partir daí as Misericórdias como sempre fazem vão implementando”. “Umas aplicam logo outras demoram mais, mas diria que dentro de 15 dias já estará tudo a funcionar”, disse, lembrando, contudo, que os visitantes deverão manter “alguns cuidados e responsabilidade, porque estão a olhar pela vida dos seus idosos”. “O coronavírus num idoso é muito mais perigoso. Se não [os visitantes] não tomam cuidado enfraquecem a pessoa de quem gostas”, conclui.

Também o Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Lino Maia, afirmou que divulgará orientações no sentido de continuarem a ser permitidas visitas a estruturas de acolhimento de idosos, mas agora mediante a apresentação do certificado ou de um teste à covid-19. No entanto, alertou que “o baixar da guarda” deve ser ponderado “por cada instituição”. “Não se devem eliminar todos os cuidados que existem. Havendo garantias, pode progressivamente ir-se eliminando a barreira ao vírus, mas de qualquer modo convém ir lentamente, porque, de facto, o problema da pandemia ainda não está resolvido”, disse, acrescentando: “Não é limitar visitas, mas quem quer visitar um doente entra numa residência coletiva com pessoas frágeis e deve haver a garantia de que não é transportador do vírus. O teste ou o certificado são importantes para acautelar”.