OMS prevê que 139 milhões de pessoas sofram de demência em 2050

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um relatório onde salienta o aumento global dos casos de demência em todo o mundo, e alerta para a necessidade de políticas de apoio às pessoas e às famílias

A OMS publicou esta quinta-feira um relatório sobre a progressão da demência, num balanço que dá nota dos progressos e dos desafios mundiais em áreas como diagnóstico, tratamento, apoio aos cuidadores, pesquisa e inovação, tendo em vista o atingir das metas estabelecidas no Plano de Ação Global para a Demência, publicado em 2017, e que se estende até 2025.

A demência, síndrome geralmente de natureza crónica ou progressiva, que leva à deteriorização da capacidade de processar o pensamento para além das circunstâncias normais do envelhecimento, afeta, segundo a OMS, 55 milhões de pessoas, número que deve aumentar para os 78 milhões já em 2030, e para 139 milhões em 2050.

O crescimento populacional e a maior longevidade, combinados com o aumento de certos fatores de risco conduziram a um crescimento dramático no número de mortes causadas pela doença nos últimos 20 anos. Em 2019 a demência era já a sétima causa de morte no mundo.

Apesar destes números, e ainda de acordo com o relatório, apenas um quarto dos países têm uma política de apoio às pessoas com demência e às suas famílias. E, apesar de cerca de metade destes países se situarem na Europa, muitos dos seus planos e estratégias nacionais necessitam de ser atualizados e renovados.

A Europa, com mais de 14 milhões de habitantes, é a segunda região do mundo com maior número de pessoas com demência, atrás da região do Pacífico Ocidental (20,1 milhões).

O relatório refere ainda que 75% dos países relatam que oferecem algum nível de apoio aos cuidadores, embora estes sejam principalmente países de alto rendimento, mas salienta que é urgente reforçar os apoios ao nível nacional, tanto às pessoas com demência, ao nível dos cuidados primários e especializados de saúde, de serviços sociais, de reabilitação e de cuidados a longo prazo e paliativos, mas também no apoio aos seus cuidadores formais e informais.