Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma Área Protegida, de Âmbito Nacional, localizado no centro de Portugal.

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, com 38.392,91 ha, abrange parte significativa do Maciço Calcário Estremenho (MCE), que corresponde a uma zona de cotas superiores a 200 m que se destaca das áreas circundantes com altitudes que variam entre 100 e 200 m. Esta zona elevada desenvolve-se entre os concelhos de Leiria, Rio Maior, Torres Novas e Tomar, aproximadamente a 30 km do litoral. 


A secura, acentuada pela ausência de cursos de água superficiais, marca uma paisagem a que falhas, escarpas e afloramentos rochosos conferem um traço vigoroso e agreste. A água corre através de uma intrincada rede subterrânea. A erosão cársica, por sua vez, originou formações características – polje, campos de lapiás, lapas e algares, uvalas e dolinas – numa rara profusão de formas. Com frequência, as cavidades são férteis em espeleotemas (estalactites, estalagmites…). 


Na fauna, mais de 100 espécies de aves nidificam aqui, sendo o grupo de vertebrados com maior número no parque. Algumas espécies são importantes nacionalmente, como o bufo-real (Bubo bubo) e a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax) que nidifica em cavidades.


A morfologia cársica, a natureza do coberto vegetal (com cerca de 600 espécies, onde se incluem orquídeas selvagens e espécies endémicas de Portugal), a rede de cursos de água subterrâneos, uma fauna específica, nomeadamente cavernícola (com importantes colónias de morcegos, símbolo do parque), e intensa atividade no domínio da extração da pedra são outros e tantos aspetos que levaram à criação do parque natural.

Como chegar

39° 30′ 12″ N / 8° 48′ 1″ W

Acesso a partir de:

  • Leiria, seguir em direção a Porto de Mós pela A19/IC2, e após a saída para a Batalha entrar no IC9 em direção a Ourém, e sair na direção de Porto de Mós pela N243;
  • Rio Maior, siga a Rua Principal em direção às Salinas de Fonte da Bica;
  • Santarém – A1 na direção do Porto, sair no Nó 7 para Alcanena – N243. Em Alcanena, seguir as indicações para “Olhos d´Água do Alviela /Nascente do Alviela/ Centro Ciência Viva do Alviela /Carsoscópio” ou então seguir para norte pela N362, entrando assim no parque natural.

Planeie a sua viagem

Primavera

Verão

Traga uma lupa e, caminhando com cuidado para não pisar as pequenas orquídeas selvagens que brotam dos calcários, aprecie estas pequenas flores que, por vezes, imitam insetos.

Com o calor do sol a abrasar, desça ao interior da Terra, no Algar do Pena, e, a partir da plataforma, aprecie a magnífica cavidade que se abre à sua frente.
Aproveite a praia fluvial do Alviela para se refrescar.
Mesmo com calor a nascente dos Olhos de Água do Alviela continua a brotar frescura. Faça ali um piquenique.
É o sol que faz evaporar a água e surgir o apreciado sal de Rio Mar. Visite as Marinhas e compre o afamado sal.

Outono

Inverno

Com o tempo mais fresco, visite a depressão de Alvados com o seu desnível de 300 m e observe as cores outonais dos carvalhais.
Para melhor compreender esta paisagem e os seus habitantes alados, nomeadamente os morcegos, visite o Centro de Ciência Viva – Carsoscópio.

Deixe os seus olhos alongarem-se sobre o Polje de Minde cheio de água.

Dicas

Numa área onde os morcegos são o seu símbolo, é obrigatório visitar o Quiroptário, no Centro de Ciência Viva do Alviela.
Veja o polje de Minde no verão e no inverno e compreenda como, nas zonas calcárias, o maior tesouro, a água, pode estar escondido bem abaixo do solo.
Sinta-se um(a) espeleologista visitando o Algar do Pena.
Dê sabor à sua vida com o sal vindo das entranhas da terra em Rio Maior.

Fonte: Natural.pt