NutriScore

Nutri-Score. Rótulo que explica de A a E o valor dos alimentos

O sistema que o ajuda a fazer escolhas mais saudáveis

O que é o Nutri-Score?

O Nutri-Score é uma escala de classificação baseada em cores e letras, para cinco classes de qualidade nutricional.
Graças à escala de cinco níveis que combina letras e cores, os consumidores conseguem, só com um olhar, de forma muito intuitiva, informar-se sobre o perfil nutricional de um produto alimentar.
Assim, o Nutri-Score ajuda o consumidor a escolher os alimentos e bebidas mais equilibrados.

Como funciona o Nutri-Score?

Para calcular o Nutri-Score, a autoridade francesa Santé Publique France desenvolveu um algoritmo único. Através dele, a par do valor energético, são avaliados os nutrientes “a limitar” como açúcares, gorduras saturadas e sódio (sal), assim como os nutrientes “a promover” como fibra e proteína, com base em 100 gramas ou 100 mililitros de produto ou bebida, conforme aplicável. A presença de frutas, hortícolas, leguminosas, oleaginosas, óleo de colza e azeite também pesa na avaliação.


Com base em todos estes componentes, o produto pode ser avaliado na escala Nutri-Score. Esta começa com um “A” – verde escuro (a melhor classificação, a consumir mais regularmente) e termina num “E” – vermelho (a pior classificação, a consumir de forma moderada). Esta escala de cores e letras torna possível comparar o perfil nutricional dos seus produtos favoritos só com uma leitura rápida.


Além disso, o algoritmo foi desenvolvido por uma entidade isenta e todos os fabricantes que implementam Nutri-Score seguem as mesmas regras.

A que produtos se aplica o Nutri-Score?

O Nutri-Score pode ser aplicado a quatro categorias de produtos:

  • Bebidas – Todas as bebidas que não contenham álcool, como sumos de fruta, refrigerantes ou bebidas sem gás
  • Queijos – Toda a variedade de queijos existente
  • Gorduras – Produtos como a manteiga, a margarina e o óleo
  • Diversos produtos alimentares – Neste ponto estão incluídos todos os restantes produtos alimentares, como bolos, refeições prontas a comer, gelados, iogurtes, etc

A posição do governo português

Em meados de 2020, quando perguntado sobre esta questão, o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, afirmou que “os futuros consumidores vão desejar ter acesso a dados que lhes permitam fazer escolhas mais informadas do ponto de vista nutricional, mas também ambiental, entre outros. Informação, essa, que também permitirá valorizar o que produzimos, a sua genuinidade, e, consequentemente, as pessoas, as suas competências e os territórios que as rodeiam”, defendeu Nuno Russo, acrescentando que, “enquanto bens económicos, os géneros alimentícios estão no centro das políticas públicas europeias relativas à produção e disponibilização desses bens. No espaço económico em que nos inserimos, as políticas em matéria alimentar, designadamente no que toca à informação disponibilizada, são harmonizadas através de regulamentação extensa, vasta e que é comum a toda a União Europeia”.


O Secretário de Estado destacou ainda que “uma das grandes preocupações, que tem sido manifestada pela área governativa, prende-se com a eventual discriminação de determinados alimentos em detrimento de outros. A alteração de perfis nutricionais de produtos, para adaptação a um esquema fixo de rotulagem voluntário, poderá ser fácil para alimentos correntes, sendo muito pouco desejável que ocorra para produtos tradicionais ou produtos com valorização de qualidade reconhecida“.


Nuno Russo, Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, concluiu a sua intervenção apelando à “harmonização das regras”, refletindo, “por um lado, a perceção, pelo consumidor, sobre determinados nutrientes específicos e, por outro, a avaliação do alimento como um todo, integrando, ainda, um regime alimentar em linha com a estratégia para a promoção de uma alimentação e dieta saudáveis, respeitando, no entanto, os produtos tradicionais que fazem parte da identidade nacional”.

Em Portugal já podemos ver esta designação nas embalagens dos produtos de algumas marcas tais como a Nestlé, os produtos da marca Auchan e E.Leclerc.
A DECO PROTESTE está a levar a cabo uma campanha de consciencialização sobre a temática salientando a importância de implementação também em Portugal deste sistema.