Nathalya cria projeto para apoiar idosos em casa

A jovem maiata percebeu que havia falta de apoio ao nível da estimulação cognitiva e, agora, dedica-se a ajudar os idosos a “terem um envelhecimento ativo, saudável e, acima de tudo, feliz”.

Nathalya Costa tem 29 anos e, apesar de natural do Brasil, vive na Maia há cerca de cinco anos. Trabalhou num lar durante alguns anos, onde vivenciou um surto que infetou todos os utentes, e, desde fevereiro de 2021, dedica-se ao seu próprio projeto. Chamou-lhe “a terapia do bem-estar” e nela incluiu serviços como o Apoio Psicológico, o Reiki Terapia e a Reabilitação e Estimulação Cognitiva, Motora e Sensorial.

Em entrevista ao Notícias Maia, Nathalya contou como foi a sua experiência a trabalhar num lar e o que a levou a unir esta experiência à sua formação inicial, à psicologia, e ao estímulo cognitivo dos mais velhos.

Questionada sobre como define a sua profissão, a resposta é automática: “Eu ajudo idosos a terem um envelhecimento ativo, saudável e, acima de tudo, feliz”.


Nathalya iniciou a sua atividade em 2017 e manteve-se na mesma até ao início de 2021. O ano de 2020 foi “muito desgastante e também muito preocupante”, como a mesma descreve, pois o lar onde trabalhava foi atingido também por esta pandemia. Todos os utentes ficaram infetados e também a grande maioria dos funcionários. Considera que foi um período muito desafiante, pois os utentes dependiam dos funcionários “a nível emocional, psicológico e técnico. ra preciso manter a alimentação cuidada, a higiene e desinfeção.”


Foi neste contexto que Nathalya decidiu criar o seu próprio projeto. “Eu pensei que poderia levar o que fazia no lar a mais idosos, principalmente os que estão em casa. A ideia de criar um lar no próprio lar. Porque muito idosos estão em casa e precisam deste tipo de cuidados, principalmente psicológicos, como a estimulação cognitiva, motora e sensorial. E eu vejo que ainda não há muita atenção para essa questão. Mesmo nós, jovens, precisamos de estar o tempo todo a ser estimulados. Muitos familiares acham que é só a higiene e a alimentação. Mas não, eles precisam de atenção, apoio, alguém que os oiça. Uma das técnicas que uso no meu trabalho é a musicoterapia. De uma forma muito simples, estimular.” – afirma Nathalya Costa.


Agora Nathalya descreve a sua experiência como maravilhosa. Sente-se querida pelos seus utentes e isso é muito reconfortante para ela. Sente que é um trabalho necessário. “Vejo que há os cuidados técnicos, de higiene e fisioterapia, mas a nível de estimulação motora e sensorial, não vejo.” E isso é uma motivação para ela. “Mesmo quando não estou lá, estou a pensar em técnicas novas.”


Confira a entrevista na integra em Notícias Maia