Fundação Portuguesa do Pulmão alerta para importância da vacinação

Segundo os últimos dados do INE, em 2019, a Pneumonia matou 4700 pessoas no nosso país

Fundação Portuguesa do Pulmão
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Segundo os últimos dados do INE, em 2019, a Pneumonia matou 4700 pessoas no nosso país. Uma média diária de 13 mortes que coloca a Pneumonia no topo das doenças respiratórias que mais matam em Portugal. Mesmo nos meses mais quentes, o número de mortes é elevado. A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) assiste com preocupação à redução dos atos de imunização contra esta e outras doenças graves e potencialmente fatais, relembrando a eficácia e a segurança das vacinas. Para a FPP, este não é o momento de baixarmos a guarda – a vacinação continua a ser a melhor forma de prevenção.

O contexto atual mostra-nos que devemos apostar na prevenção da Pneumonia e de outras doenças passíveis de vacinação. Ao recorrermos à imunização, estamos a reduzir a carga da doença e a contribuir para o aumento da esperança média de vida: para além de reforçarmos o sistema imunitário e a saúde individual, estamos a beneficiar saúde pública e a contribuir para a redução do número de internamentos e de mortes.

A procura da vacinação caiu nos últimos meses, um fenómeno a que a FPP tem assistido com bastante preocupação, sobretudo agora que entramos nos meses mais quentes.

A Pneumonia não é um exclusivo do tempo frio. Tal como nos anos anteriores, em 2019 registaram-se casos ao longo de todo o ano: mesmo em meses quentes como julho e agosto, morreram mais de 500 pessoas por Pneumonia no nosso País. Uma média de 8 mortes por dia, só nestas 8 semanas. No total dos 365 dias do ano, a Pneumonia matou 4700 pessoas, o que eleva a média diária para 13.

Não podemos, por isso, baixar a guarda, mesmo com a subida das temperaturas. Devemos preveni-la sempre, com particular atenção aos grupos de risco. Crianças e maiores de 65 anos, a par de adultos com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais, entre outros. A vacina antipneumocócica é recomendada pela Direção-Geral da Saúde e já está em PNV para as crianças e para os grupos considerados de maior risco, mas a sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias.