cuidados continuados

Mais doentes colocados em cuidados continuados desde o início da pandemia

Mais de 25 mil doentes que estavam internados em hospitais públicos foram colocados em unidades de cuidados continuados desde o início da pandemia, segundo a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), Purificação Gandra.

Mais de 25 mil doentes que estavam internados em hospitais públicos foram colocados em unidades de cuidados continuados desde o início da pandemia, segundo a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), Purificação Gandra.

Segundo o barómetro divulgado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com dados recolhidos a 17 de março em 43 hospitais públicos, o número de internamentos sociais caiu 45% face a fevereiro de 2020, mas as 853 camas ocupadas sem justificação clínica representavam um custo superior a 16 milhões de euros e deviam-se sobretudo à falta de vagas em instituições sociais.

Purificação Gandra mostra-se muito satisfeita por estes resultados, enaltecendo que houve um esforço muito grande de todas as equipas da saúde e da Segurança Social para tentar obter respostas para estes doentes. Atualmente, a RNCCI tem uma capacidade de cerca de 9400 camas, o que significa que quase triplicou a sua rotação com os 25 300 internamento. Agora, sustenta, que é importante fazer um equilíbrio de colocação nos cuidados continuados entre os doentes dos hospitais e dos cuidados domiciliários.

Também é importante referir que houve uma diminuição para menos de metade do tempo de espera para colocação na rede, que passou de entre 78 e 80 dias para uma média de entre 30 e 33 dias.

Atualmente, há 853 doentes ainda nos hospitais públicos a aguardar por uma vaga nos Cuidados Continuados, cerca de 300 doentes a aguardar colocação em lares e 48 doentes nos hospitais públicos a aguardar uma vaga de saúde mental.