aterosclerose

Importante detetar fatores de risco da aterosclerose

A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) alertou para a necessidade de identificar cedo os fatores de risco da doença, responsável por 12% das mortes prematuras em Portugal e com custos globais de 1,9 mil milhões de euros.

A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) alertou para a necessidade de identificar cedo os fatores de risco da doença, responsável por 12% das mortes prematuras em Portugal e com custos globais de 1,9 mil milhões de euros.

A aterosclerose é uma doença que abrange vários vasos do organismo, vários sistemas, não sendo apenas uma doença do coração. E quanto mais cedo identificarmos os fatores de risco, mais cedo conseguimos combater a doença e muitas vezes basta uma mudança nos hábitos de vida para fazer a diferença no imediato. Por isso devemos combater os maiores fatores de risco, como a hipertensão, a diabetes, o colesterol.

Francisco Araújo, Presiddnte da SPA, explicou que foi feito um estudo que acompanhou os doentes que estavam a ser seguidos para uma doença que é crónica, e os doentes internados por doenças relacionadas com a aterosclerose e as suas consequências. E assim, garantiu-se uma visão global dos custos associados à doença com medicação e consultas de seguimento e ausências ao trabalho. “Como todos sabemos, infelizmente, uma pessoa que, por exemplo, teve um AVC pode ficar com sequelas permanentes ou ter um período de recuperação muito longo”, explicou o responsável, sublinhando que se trata de uma doença que tem que ver com a acumulação de fatores de risco, mas que tem também uma herança genética.

O especialista reconheceu que Portugal tem feito “um trabalho excecional” na redução da mortalidade e dos eventos cardiovasculares do ponto de vista global, mas salientou que tal acontece “sobretudo nos doente mais idosos”. “A mortalidade precoce, nos doentes mais novos, está a aumentar em Portugal. Temos de perceber que quanto mais cedo fizermos o reconhecimento do risco do doente melhor“, disse, acrescentando que os medicamentos “têm uma função que não é só tratar um parâmetro, como o valor da tensão arterial ou do colesterol. É para reduzir o risco de ter um enfarte, um AVC ou de morte”, explicou. “Quarenta por cento dos adultos têm tensão alta, 10% têm diabetes, pré-diabetes o número ainda é maior e colesterol nem se fala”, afirmou o especialista, insistindo que é preciso “não desguarnecer a guarda”.