Varizes pélvicas

Doentes recuperados com Covid-19 podem ser grupo de risco

O Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto, admite que os doentes recuperados de infeção do novo coronavírus com sequelas podem passar a ser um grupo de risco e por isso, devem ter um acompanhamento mais vigilante e próximo.

O Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto, admite que os doentes recuperados de infeção do novo coronavírus com sequelas podem passar a ser um grupo de risco e por isso, devem ter um acompanhamento mais vigilante e próximo. Admite que ainda não se conhece muito das sequelas do novo coronavírus e é uma área muito desconhecida, sobretudo no que toca à periodicidade com que os doentes devem ser seguidos. Entre os principais sintomas registados evidenciam-se cansaço, falta de ar, tosse, alterações cognitivas e, em menor grau, dores musculares e articulares.

Chama ainda a atenção para o facto de ter doentes cada vez mais novos, saudáveis, sem antecedentes relevantes e que tiveram uma doença ligeira, mantendo queixas durante algum tempo, e muitas dessas queixas até se agravaram em determinado momento. Começaram a surgir doentes que tiveram a infeção de uma forma praticamente assintomática, mas com sintomas a manifestarem-se depois de serem dadas como recuperadas.

Nuno Jacinto acredita que agora, com uma boa fatia de pessoas já vacinadas, o grande desafio passa por manter os melhores cuidados de saúde, assegurando o seu melhor seguimento, e começando a investigar a questão do “longo covid” e das suas consequências a longo prazo.

Algumas unidades hospitalares já iniciaram consultas de seguimento de doentes pós-covid, num trabalho que apenas promete aumentar nos próximos meses ou mesmo anos. Nuno Jacinto considera, por isso, indispensável uma “articulação próxima” entre os cuidados de saúde primários – que representam em muitos casos a ‘porta de entrada’ para estes doentes recuperados que mantêm queixas – e os hospitais. “Temos de saber para quem é que devemos referenciar estes utentes, quando é que devem ser referenciados, quais os exames que devem ser feitos, entretanto, e quais os sinais de risco que nos devem alertar para uma referenciação mais rápida”, explica, resumindo: “Se houver consultas específicas para doentes pós-covid, certamente que a referenciação será por aí. Caso isso não aconteça, tem de haver circuitos definidos e é importante que trabalhemos em rede”.