vitamina D

Genética explica baixos níveis de vitamina D em Portugal

Genética explica baixos níveis de vitamina D em Portugal

Investigadores portugueses concluíram que a população portuguesa tem uma prevalência superior à média europeia de algumas alterações genéticas que levam a uma predisposição para o défice de vitamina D. O projeto VITACOV avaliou 517 doentes admitidos nas urgências do Hospital de Santa Maria em Lisboa e no Hospital de São João no Porto, entre agosto de 2020 e janeiro de 2021.

Este estudo, coordenado pelo Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa e que envolveu investigadores da Nova Medical School, da Faculdade de Medicina do Porto e do Instituto Gulbenkian da Ciência, mostrou igualmente que as pessoas com níveis muito baixos de vitamina D apresentam uma resposta demasiada agressiva à Covid-19, que leva a formas mais graves da doença.

Os resultados ajudam a compreender outros dados científicos obtidos no ano passado noutras investigações que demonstraram que cerca de 60% da população portuguesa apresenta níveis de vitamina D muito baixos, quando comparado com cerca de 20% da população finlandesa, por exemplo, para a mesma época do ano. Isto significa que não é correto supor que os países com maior exposição solar não apresentam problemas com a deficiência de vitamina D, e quão importante é caraterizar a população em termos genéticos.