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Oficina para artistas na Psiquiatria do Hospital de Santarém

O Departamento de Saúde Mental do Hospital de Santarém ganhou uma nova sala, um espaço iluminado, decorado com peças recuperadas do seu espólio, pronto a acolher artistas utentes e artistas da comunidade, eliminando estigmas e preconceitos.

O Departamento de Saúde Mental do Hospital de Santarém ganhou uma nova sala, um espaço iluminado, decorado com peças recuperadas do seu espólio, pronto a acolher artistas utentes e artistas da comunidade, eliminando estigmas e preconceitos.

O Projeto INcluir, que começou em 2016, integra oficinas artísticas que funcionaram no Convento de S. Francisco e em vários locais públicos da cidade de Santarém, e envolvia utentes do hospital de dia do DPSM e membros da comunidade.

E agora nasceu a OficINa – Arte Bruta Inclusiva, que vai ser formalmente inaugurada no dia 12 de maio, e que é um espaço-oficina de criação artística, aberta aos nossos artistas e aos artistas da comunidade. E aqui vale tudo, desde a expressão plástica, costura, reciclagem de móveis, qualquer oficina pode ser aqui desenvolvida. Os artistas utentes irão trabalhar de forma autónoma e num espaço partilhado com outros artistas, sem horários, sem regras e de forma descontraída. É importante que seja um espaço efetivo de combate ao estigma da doença mental, de reintegração e de inclusão na sociedade, e ainda permite o pagamento de um subsídio aos 5 artistas que ali irão produzir arte.

A OficINa está decorada com as peças que resultaram de uma oficina de restauro criativo de móveis e decoração orientado por Ana Carvalho, e resulta de duas candidaturas a prémios no âmbito da responsabilidade social, um da Fidelidade Comunidade, que permitiu construir a sala, anexa ao serviço de psiquiatria, e outro do BPI “la Caixa” Capacitar, que permitiu dinamizar o espaço. A reciclagem de móveis, com o reaproveitamento dos que não eram utilizados no hospital, decorreu com ajuda de uma monitora, no âmbito da preocupação da sustentabilidade que tem sido marca dos projetos do DPSM.

Além da reabilitação dos móveis e das peças que decoram o espaço, feita por um grupo de 10 utentes do hospital de dia, com o financiamento obtido foi adquirido um programa informático de reabilitação cognitiva, o RehaCom. Diariamente há 35 utentes que podem fazer reabilitação cognitiva através de programas parametrizados individualmente

A nova sala exibe peças como um candeeiro de bloco operatório recreado com tule ou um espelho aproveitando a roda de uma velha cadeira de rodas, dispondo de mesas amplas de trabalho, um cantinho para leitura ou para quem queira aqui escrever, zona dos computadores e muitos materiais de artes arrumados em armários reaproveitados.