osteoporose

Confinamentos pioraram casos de osteoporose

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alertou que os confinamentos prejudicaram a mobilidade de quem sofre de doenças músculo-esqueléticas e pioraram os casos de osteoporose, uma doença que afeta acerca de 800 000 portugueses.

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alertou que os confinamentos prejudicaram a mobilidade de quem sofre de doenças músculo-esqueléticas e pioraram os casos de osteoporose, uma doença que afeta acerca de 800 000 portugueses. Helena Canhão, Presidente da SPR, alertou que os números terão aumentado pelo envelhecimento da população, mas também pelo confinamento, porque muitas pessoas deixaram de fazer exercício, perdendo massa muscular e massa óssea.

Nas farmácias comunitárias arrancou esta semana, e durante todo o mês de maio, uma ação de rastreios para atualizar os dados sobre quem sofre desta doença e chamar a atenção para a importância de conhecer a saúde dos ossos, lembrando que a osteoporose é responsável por cerca 40 mil fraturas ósseas, incluindo cerca de 12 mil fraturas da anca, responsáveis por quase 1500 mortes todos os anos. Após a iniciativa, será possível estimar a prevalência da população em risco de desenvolver osteoporose e fraturas por fragilidade, a nível nacional e regional, assim como realizar uma avaliação das características sociodemográficas da população rastreada.

Além disso denotou-se outro efeito do confinamento, mas a nível cognitivo: o idoso fica com uma maior confusão mental e mais dificuldade em se equilibrar, e há mais quedas. Nos idosos, como as pessoas já têm uma mobilidade mais pequena, estas fraturas limitam-nas muito mais e obrigam os doentes a ficarem imóveis na cama, e muitos acabam por falecer por outras complicações como as infeções respiratórias.