vacinação covid-19

Maiores de 60 com mais vontade de ser vacinados

A intenção de ser vacinado contra a Covid-19 revelou-se maior nas pessoas com 60 ou mais anos e menor nos indivíduos entre 40 e 49 anos, segundo o relatório “Diários de uma Pandemia”. Este relatório elaborado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) visa perceber o que mudou no dia-a-dia das pessoas e a intenção de ser vacinado.

A intenção de ser vacinado contra a Covid-19 revelou-se maior nas pessoas com 60 ou mais anos e menor nos indivíduos entre 40 e 49 anos, segundo o relatório “Diários de uma Pandemia”. Este relatório elaborado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) visa perceber o que mudou no dia-a-dia das pessoas e a intenção de ser vacinado. No estudo participaram 3795 pessoas que, entre 03 de fevereiro e 11 de abril, preencheram mais de 170 mil questionários.

Sob o tema “Evolução da vida diária em Portugal durante e após o segundo confinamento”, o estudo analisa as respostas de um conjunto de cidadãos, com idades entre os 18 e 60 ou mais anos.

O documento dita que a grande maioria dos inquiridos, cerca de 90%, pretende ser vacinado contra a Covid-19, mas esta intenção é mais frequente entre os participantes com 60 ou mais anos (entre 92 a 95%) e menos nos indivíduos com 40 a 49 anos (84% e 85%). Os indivíduos com maiores rendimentos também são mais favoráveis à vacinação. E ao longo das 10 semanas de estudo, a quantidade de participantes vacinados aumentou entre 3 a 6%.

O estudo também avaliou o trabalho presencial e o teletrabalho, os contactos de proximidade, a socialização e a utilização de serviços de saúde ou comércio. O trabalho no exterior aumentou 49%, entre fevereiro e inícios de abril de 2021, e foi mais frequente nas regiões Norte e Centro e nos trabalhadores de menores rendimentos. O teletrabalho foi mais frequente na Área Metropolitana de Lisboa, entre os maiores de 60 anos e com maiores rendimentos.

Os contactos com pessoas externas ao agregado familiar aumentaram 82% entre fevereiro e abril, tendo sido menos frequente nos inquiridos com mais idade e residentes na Área Metropolitana de Lisboa. As deslocações a estabelecimentos comerciais não essenciais aumentaram quatro vezes entre fevereiro e abril sobretudo nos mais velhos e residentes na Área Metropolitana de Lisboa.