cão amigo idoso

Cão incentiva vida ativa no idoso

A associação Ânimas lançou o Projeto Envolver que pretende motivar os idosos a regressarem à vida ativa com o auxílio de cães, na freguesia de Paranhos, Porto. O projeto é dirigido sobretudo, aos idosos que manifestam sinais de isolamento, os quais já foram referenciados pelos serviços sociais das juntas de freguesia e dos municípios.

A associação Ânimas lançou o Projeto Envolver que pretende motivar os idosos a regressarem à vida ativa com o auxílio de cães, na freguesia de Paranhos, Porto. O projeto é dirigido sobretudo, aos idosos que manifestam sinais de isolamento, os quais já foram referenciados pelos serviços sociais das juntas de freguesia e dos municípios.

A Ânimas é uma associação de intervenção com animais de ajuda social, que opera desde 2002. “Somos um conjunto de pessoas que temos a certeza da mais-valia da interação dos animais com o ser humano”, afirma o Presidente, Abílio Leite. Este projeto da associação nasceu com a pandemia do Covid-19 que considera que os idosos são a faixa etária mais afetada com a pandemia. “Com o confinamento [os idosos] perderam os grupos de amigos, as universidades seniores, os grupos corais, a própria igreja, que deixou de ter as celebrações, entre outras atividades, e o que pensámos foi em criar algo que os motivasse a saírem da ‘cabana’ deles”, conta Abílio Leite.

Com ajuda de um cão, a proposta da associação é organizar e fomentar atividades que coloquem os idosos na presença de cães, numa primeira fase. O Presidente da Ânimas explica que o objetivo é “criar um ambiente em que as pessoas se tornem empáticas umas com as outras, fruto de o cão estar presente”. À medida que as relações interpessoais se vão formando, o passo seguinte é começar a sobrepor atividades no mesmo horário em que se realizam os encontros com os cães. “As pessoas começam a ter de optar, ou ficam com os cães, ou, por exemplo, vão ao cinema com o grupo, começando a libertarem-se da sessão com os animais para dar espaço ao convívio”, explica Abílio Leite.

Apesar de existir um conjunto de animais que possam ser utilizados em intervenções assistidas, a Ânimas trabalha apenas com cães, por já existirem diversos estudos sobre os benefícios que se consegue: “O cão acalma a pessoa, reduz o nível de ‘stress’, reduz a tensão arterial, facilita a libertação de hormonas, como a oxitocina, o que faz com que as pessoas fiquem mais bem-dispostas”.

Ao longo de todo o processo, os idosos vão ser acompanhados por psicólogos, que vão garantir o apoio e a segurança necessária, assim como as duplas de animais e terapeutas, que vão estar a operar, são sujeitas a uma rigorosa formação, que está a decorrer atualmente, para que a iniciativa possa ser posta em prática a partir do mês de junho. Não há discriminação face às raças envolvidas, sendo que existem umas mais aconselháveis e propícias a este tipo de terapias. “O que verificamos ao longo de todas as duplas que já fizemos, é que 30% das duplas são compostas por Labrador e Golden Retrievers, também muito próximo dos 30% temos rafeiros, depois, surgem muitas outras raças já em menor número”, conta Abílio Leite.