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Menos de 30% dos idosos aderiram às aulas virtuais das universidades seniores

A pandemia de Covid-19 fechou as portas das universidades seniores e provocou uma quebra nas inscrições, já que menos de 30% dos alunos aderiram às aulas virtuais.

A pandemia de Covid-19 fechou as portas das universidades seniores e provocou uma quebra nas inscrições, já que menos de 30% dos alunos aderiram às aulas virtuais. Os baixos números de adesão devem-se à iliteracia digital, mas também ao facto de muitos dos idosos frequentarem as aulas pelo convívio, que acabou por ser afetado.

Em março de 2020, a Rede de Universidades Seniores (RUTIS) contava com 368 universidades, 65 mil alunos e 7500 professores voluntários, números que sofreram alterações com a pandemia. No primeiro confinamento, a RUTIS encerrou todas as universidades, que tiveram uma rápida resposta, adaptando o modelo de ensino ao regime online.

A RUTIS criou a Universidade Sénior Virtual (USV), uma plataforma gratuita destinada a qualquer pessoa com mais de 50 anos, que tem vindo a crescer ao longo dos meses, contando já com mais de 1600 alunos.no dia 22 de março, a Universidade Sénior Virtual atravessou o Atlântico e nasceu a Universidade Sénior Luso-Brasileira, com 8 professores brasileiros e uma média de 20 anos.

No futuro, o modelo de ensino será híbrido, acredita Luís Jacob da RUTIS, tendo em consideração os 10% dos alunos que vão continuar a frequentar as aulas online, porque não podem sair de casa, por questões de saúde ou por serem cuidadores informais, ou até por morarem em aldeias onde não existem universidades seniores por perto e que viram na Universidade Sénior Virtual uma ótima hipótese de conviver.

Em setembro de 2020, as universidades reabriram presencialmente com cerca de metade dos alunos, respeitando todas as regras de segurança através da adaptação das salas de aula e do reajuste dos horários, até terem encerrado novamente devido ao segundo confinamento, em janeiro de 2021. Após negociações com o Governo, em 25 de março, ficou acordado que as universidades seniores iriam abrir em maio, para que em setembro possam começar um ano letivo dentro da normalidade.