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Covid-19: saúde mental piorou

Quase metade dos portugueses considera que o seu estado de saúde global piorou com a pandemia e 1 em cada 5 considera que o mesmo aconteceu com a sua saúde mental, segundo os dados revelados por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa na reunião de especialistas que decorreu no Infarmed.

Quase metade dos portugueses considera que o seu estado de saúde global piorou com a pandemia e 1 em cada 5 considera que o mesmo aconteceu com a sua saúde mental, segundo os dados revelados por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa na reunião de especialistas que decorreu no Infarmed. No que se refere à perceção do estado de saúde global, 46,3% reportou-o como muito mau, mau ou razoável.

Quanto à perceção relativamente ao estado de saúde mental, 1 em cada 5 (21,9%) disse que todos ou quase todos os dias se sentia agitado, ansioso, em baixo ou triste por causa das medidas de distanciamento físico. Os piores estados de saúde global foram reportados pelos mais velhos e com menor escolaridade e quem reportou um pior estado da sua saúde mental foram as mulheres e os mais novos. Os dados divulgados indicam ainda que o estado de saúde mental dos portugueses tinha melhorado após o verão e nas quinzenas natalícias, mas piorou nos últimos 2 meses.

Quanto à confiança nos serviços de saúde, que tinha baixado em dezembro e janeiro, começou a recuperar no último mês. Quando questionados sobre se necessitaram mas não tiveram consulta médica (seja por desmarcação ou decisão de não ir tomada pelo próprio doente), a percentagem passou de 22,7% a 05 de março para 17,4% no dia 19 de março. Quanto aos níveis de confiança na capacidade de resposta dos serviços saúde tanto relativamente à covid-19 como às outras doenças, a especialista disse que os indicadores foram piores em ambos os casos em outubro, novembro e janeiro e registaram uma “recuperação acentuada” em fevereiro e março.