cardiologia

Hospital Gaia/Espinho pioneiro na reparação da válvula mitral

O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) realizou, pela primeira vez a nível mundial, um procedimento de reparação da válvula mitral sem necessidade de cirurgia cardíaca invasiva.

O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) realizou, pela primeira vez a nível mundial, um procedimento de reparação da válvula mitral sem necessidade de cirurgia cardíaca invasiva.

Na prática, os cardiologistas do CHNVG/E repararam a válvula mitral num doente com insuficiência mitral grave através de cateterismo, ou seja sem necessidade de cirurgia cardíaca invasiva, sendo este um procedimento descrito como “verdadeiramente inovador e pioneiro”. O procedimento foi um sucesso e permitiu não só um avanço científico no tratamento dos doentes com esta patologia, mas também a melhoria da qualidade de vida desta doente. O hospital garante que a doente recuperou muito bem, já se prepara para ter alta clínica, estando bem-disposta e a melhorar significativamente dos sintomas de insuficiência cardíaca.

De forma mais pormenorizada, em causa está uma “anuloplastia completa percutânea”, um procedimento com um dispositivo chamado AMEND que consiste na introdução de um cateter pela virilha que depois vai até ao coração. Uma vez lá, é implantado um anel à volta da válvula mitral para aproximar os folhetos e melhorar a competência da válvula reduzindo esta insuficiência. O Diretor do Serviço de Cardiologia do CHVNGE, Ricardo Fontes Carvalho, apontou que este procedimento “mostra como é possível ter excelência de cuidados de saúde e a inovação dentro do Serviço Nacional de Saúde, ao serviço de todos os cidadãos.” O responsável frisou que o Serviço de Cardiologia do CHVNG/E “mostra uma vez mais o seu papel de pioneiro no tratamento da patologia cardíaca em Portugal” e acrescentou que, mesmo com a pandemia, “é possível, manter cuidados de saúde de excelência em Portugal também aos doentes não covid”.

O CHVNG/E conta, ainda, que “uma equipa de apoio de médicos, engenheiros e técnicos voou propositadamente de Israel para cooperar no tratamento desta doente, num exemplo de cooperação internacional e de aposta da investigação e desenvolvimento ao serviço da saúde dos cidadãos”.