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Saúde mental: 40 equipas comunitárias e unidades para doentes agudos nos hospitais

O Governo vai criar 40 equipas comunitárias para fazer chegar cuidados de saúde mental a casa dos portugueses e construir pelo menos 4 unidades de internamento de agudos nos hospitais gerais.

O Governo vai criar 40 equipas comunitárias para fazer chegar cuidados de saúde mental a casa dos portugueses e construir pelo menos 4 unidades de internamento de agudos nos hospitais gerais. O Diretor do Programa Nacional de Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, Miguel Xavier, diz que o país tem de aproveitar os 85 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para fazer avançar a reforma desta área, mas avisa que o dinheiro de Bruxelas de pouco servirá sem um apoio político e sem uma estrutura de missão com poder e capacidade de implementação.

Reconhece que para concluir a rede dos serviços de saúde mental do país é preciso criar equipas comunitárias e sublinha que a saúde mental, ao contrário do que alguns pensam, não se faz com apenas um grupo profissional, mas com equipas multidisciplinares. O responsável diz que se pretende que estas equipas (20 para adultos e outras 20 para crianças e adolescentes), a criar até 2025/2026, vão a casa das pessoas e funcionem em articulação com os cuidados de saúde primários.

Para tirar os doentes agudos dos hospitais psiquiátricos, serão criadas 4 unidades em hospitais gerais: no Médio Ave, em Santa Maria da Feira, no Centro Hospitalar do Oeste, na zona de Caldas da Rainha e Peniche, e na região mais ocidental da Amadora. Quanto aos serviços forenses, onde estão os doentes inimputáveis, Miguel Xavier diz que o PRR vai permitir resolver o problema do internamento dos doentes forenses na região Centro, no Hospital Sobral Cid, onde vai ser criada uma estrutura que seja de acordo com os direitos humanos dos doentes. O responsável aponta ainda a ausência de mecanismos de transição para a comunidade dos doentes que acabam a pena, frisando que o que está idealizado é a criação de estruturas de transição para a comunidade. E vão ser criadas 3: no Júlio de Matos, no Magalhães Lemos e no Sobral Cid. Diz que os doentes que residem nos hospitais psiquiátricos – cerca de 400 – têm de ser desinstitucionalizados e colocados em residências na comunidade, com equipas que tratem deles, mas fora do hospital. Para isto, vai ser destinada uma verba.