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Covid-19: Rússia produz vacina em Itália, Espanha, França e Alemanha

O Fundo Soberano Russo, proprietário da vacina contra a covid-19 Sputnik V fez acordos de produção com empresas da Itália, Espanha, França e Alemanha, enquanto aguarda pela aprovação do medicamento na União Europeia.

O Fundo Soberano Russo, proprietário da vacina contra a covid-19 Sputnik V fez acordos de produção com empresas da Itália, Espanha, França e Alemanha, enquanto aguarda pela aprovação do medicamento na União Europeia. Isto vai permitir que o fornecimento da Sputnik V ao mercado europeu comece assim que a Agência Europeia de Medicamentos a aprove.

No dia 9 de março, foi anunciado um primeiro acordo em Itália, com a farmacêutica italo-suíça Adienne, que produzirá a vacina na Lombardia. O Fundo Russo de Investimento Direto fechou contratos com uma dezena de laboratórios farmacêuticos do Brasil, China, Irão, Sérvia e Coreia do Sul para a produção, fora da Rússia, de cerca de 1,4 mil milhões de doses.

A Rússia já vacinou 3,5 milhões de pessoas com as duas doses da Sputnik V, sendo que nenhum outro país europeu vacinou totalmente com duas doses, sequer três milhões de pessoas. A Rússia iniciou a campanha de imunização em massa em janeiro, contando, atualmente, com três vacinas: a Sputnik V, a EpiVacCorona e a CoviVac. Os cientistas russos também começaram já a fazer testes clínicos da Sputnik Light, uma vacina de dose única com eficácia estimada em 85%.

Apresentada no verão de 2020, a Sputnik V foi inicialmente recebida com ceticismo, mas já convenceu cerca de 50 países, sobretudo depois de a sua credibilidade ter sido validada em fevereiro pela revista científica The Lancet. A escolha do nome também é altamente simbólica, já que visa fazer uma homenagem ao primeiro satélite colocado em órbita pela URSS, 1957, lembrando o feito científico, mas também o revés histórico para o rival norte-americano.