Apoio domiciliário, IPSS, ATES, CNIS, instituicoes

IPSS: Apoio domiciliário aumentou 67,6% em 2020

O apoio domiciliário aumentou 67,6% durante a 1.ª fase da pandemia de covid-19, nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS),

O apoio domiciliário aumentou 67,6% durante a 1.ª fase da pandemia de covid-19, nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), segundo o estudo “Impacto da pandemia de Covid19 nas IPSS e seus utentes em Portugal” elaborado pela Área Transversal de Economia Social (ATES) com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

O aumento deu-se porque “as equipas que foram suspensas/encerradas passaram a dar apoio às equipas que faziam apoio domiciliário já existente e/ou, então, aumentaram o número de utentes domiciliários“, esclareceu a investigadora do estudo, Ana Bragança. “O tipo de apoio dentro da resposta domiciliação mais referido foi ao nível da alimentação, higiene pessoal e da casa, socialização, acompanhamento médico e aquisição de bens essenciais“, acrescentou. Somaram-se ainda outros apoios como o reforço de equipa de trabalhadores, maioria por reorganização de equipas e não por contratação (20,7%), e o reforço de ajuda alimentar (20,7%).

A investigação, que reuniu 8 investigadores com o objetivo de perceber a atuação das IPSS no combate à 1.ª fase da pandemia e o impacto nas necessidades dos utentes, baseou-se nas respostas a um inquérito online voluntário de âmbito nacional feito entre junho e julho de 2020, ao qual responderam responsáveis de coordenação de 329 IPSS e instituições equiparadas dos vários distritos de Portugal Continental.

O estudo exploratório da Universidade Católica do Porto, idealizado em abril de 2020, partiu de “um conjunto de quatro encontros virtuais de partilha de experiênciasentre 60 pessoas do setor, com o intuito de dar visibilidade dos recursos, das necessidades e das respostas inovadoras das IPSS, explicou na sessão de apresentação o investigador e coordenador do estudo, Filipe Martins”.