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Parkinson: Mais um passo para a cura

Uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge deu um “passo vital” no sentido de encontrar uma cura para a doença de Parkinson, explorando o papel de uma proteína chave chamada alfa-sinucleína presente no cérebro

A doença de Parkinson é degenerativa e ainda não tem cura, mas a procura de uma solução tem sido incessante e agora surgiu uma nova esperança. Uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge deu um “passo vital” no sentido de encontrar uma cura para a doença de Parkinson, explorando o papel de uma proteína chave chamada alfa-sinucleína presente no cérebro e com papéis importantes, especialmente em sinapses. Ou seja, pequenas lacunas entre células nervosas (neurónios) que lhes permitem comunicarem eficazmente umas com as outras.

Esta proteína provoca a doença de Parkinson quando se comporta anormalmente, formando aglomerados dentro dos neurónios, os corpos de Lewy, e assim os neurónios tornam-se ineficazes e eventualmente morrem. Como os cientistas não conheciam o normal funcionamento da alfa-sinucleína surge uma real dificuldade num tratamento. Estando este estudo focado na proteína alfa-sinucleína, o Professor Michele Vendruscolo da Universidade de Cambridge revelou que é necessário perceber o seu normal funcionamento, para que este não seja alterado com a correção da anormalidade. Os investigadores acreditam que perceber profundamente esta proteína é um passo muito significativo.