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União Europeia precisa de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030

O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (CE) revelou que a União Europeia (UE) necessita de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030

O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (CE) revelou que a União Europeia (UE) necessita de mais 11 milhões de profissionais de saúde e de cuidados continuados até 2030 para satisfazer as necessidades de uma sociedade que envelhece, segundo um estudo divulgado. Além disso ainda revela que a migração e a mobilidade intracomunitária têm um papel crucial porque uma maior mobilidade poderá ajudar a UE a satisfazer a procura de trabalhadores sanitários e de cuidados de longa duração, apesar de destacar que grande parte da procura está a ser coberta a nível nacional. “A Europa é um continente que envelhece”, sublinhou a Vice-Presidente da CE para a Democracia e a Demografia, Dubravka Suica, no comunicado, acrescentando que o repto comum da UE será “garantir cuidados de longa duração acessíveis, exequíveis e de qualidade”, assim como uma mão-de-obra adequada.

Segundo o mesmo estudo, em 2018, havia quase 2 milhões de trabalhadores sanitários e de cuidados continuados na UE que trabalhavam num país diferente do país de nascimento. Mas apesar de o número destes trabalhadores nascidos no estrangeiro ter crescido nos últimos anos, é significativamente menor do que em outros países, como o Reino Unido ou os Estados Unidos. Estes trabalhadores também não estão repartidos de forma homogénea porque mais de dois terços estão empregados em apenas 5 países da UE: Alemanha, Itália, Suécia, França e Espanha.

A informação recolhida identifica obstáculos que, se forem ultrapassados podem ajudar a fomentar a mobilidade e a libertar o potencial da migração de terceiros países para -aliviar a pressão da escassez de mão-de-obra no setor. Entre os obstáculos está a inexistência de canais de migração específicos na UE para atrair trabalhadores estrangeiros de saúde e de cuidados continuados. O estudo destaca também a escassez de associações internacionais para a contratação de pessoal sanitário e de cuidados de longa duração.