Cidadania e a Igualdade

Práticas nefastas devem fazer parte de formação profissional, afirma Governo

“Não podemos continuar a ter estudantes da área da medicina, da enfermagem, do direito, da psicologia, das áreas sociais, da intervenção social, da educação sem terem tido formação académica sobre a complexidade deste fenómeno, que é crime também”, recordou.

As práticas tradicionais nefastas, como a mutilação genital feminina (MGF), devem integrar os currículos da formação inicial dos profissionais que poderão vir a ser chamados a intervir sobre o fenómeno, defende a responsável pela pasta da Igualdade.

Em entrevista à Lusa, via zoom, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade reconheceu que há “trabalho a fazer ao nível do ensino superior” e que “colocar esta matéria nos currículos dos profissionais logo a montante seria o ideal”.

A propósito do Dia da Tolerância Zero à MGF, que se assinala neste sábado, dia 6 de fevereiro, Rosa Monteiro propõe que este tema seja integrado na formação inicial de profissões de vários setores.

Não podemos continuar a ter estudantes da área da medicina, da enfermagem, do direito, da psicologia, das áreas sociais, da intervenção social, da educação sem terem tido formação académica sobre a complexidade deste fenómeno, que é crime também”, recordou.

Rosa Monteiro faz um balanço “muito positivo” do projeto Práticas Saudáveis, que interliga saúde, escolas, justiça e associações, contando que, em 2020, e apesar da pandemia, foram realizadas “44 ações de informação e de formação, abrangendo mais de 900 pessoas de setores-chave” e que nos dois anos anteriores cerca de 4500 pessoas receberam formação sobre MGF.