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Consumo continuado de mirtilo tem um forte impacto no fígado – investigação

Cientistas da Universidade de Coimbra (UC) descobriram que “o consumo continuado de mirtilo tem um forte impacto hepático”, fornecendo pistas importantes para orientar o consumo saudável destas “bagas muito ricas em antioxidantes”.

Cientistas da Universidade de Coimbra (UC) descobriram que “o consumo continuado de mirtilo tem um forte impacto hepático”, fornecendo pistas importantes para orientar o consumo saudável destas “bagas muito ricas em antioxidantes”, anunciou ontem, dia 18 de janeiro, a instituição.

Uma investigação desenvolvida por uma equipa multidisciplinar de cientistas da UC concluiu que “o consumo continuado de mirtilo, em doses diárias de cerca de 240 gramas, tem um forte impacto hepático, fornecendo pistas importantes para orientar” o seu “consumo saudável e seguro”, afirma a UC, numa nota ontem divulgada.

A descoberta, já publicada na revista Pharmaceutics, aconteceu no decorrer de um estudo que pretende avaliar os possíveis efeitos benéficos do sumo de mirtilo no contexto da pré-diabetes, em modelo animal.

Considerando a composição fitoquímica enriquecida do mirtilo, numa diversidade de compostos bioativos que “parecem poder conferir inúmeros efeitos protetores em distintas condições, pareceu [aos investigadores] muito pertinente perceber igualmente qual o impacto do consumo deste ‘superalimento’ de forma prolongada, numa condição saudável”, explicam os coordenadores do estudo, Flávio Reis e Sofia Viana, do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), da Faculdade de Medicina, citados pela UC, numa nota enviada à agência Lusa.

Os investigadores acreditam que “o forte impacto hepático gerado pelo consumo continuado de mirtilo pode permitir prevenir ou atenuar contextos de doença, como, por exemplo, a diabetes e a obesidade”, mas não é de descartar a hipótese de poder “provocar algum tipo de desequilíbrio e ter consequências nocivas para a saúde”.

Fonte: www.saudemais.tv/noticia/27362-consumo-continuado-de-mirtilo-tem-um-forte-impacto-no-figado-investigacao