embalagens de medicamentos para daltónicos

Bluepharma anuncia lançamento das primeiras embalagens de medicamentos para daltónicos

A Bluepharma anunciou o lançamento de embalagens de medicamentos com sistema de identificação para daltónicos, o código ColorADD.

A Bluepharma anunciou esta terça-feira, 19 de janeiro, o lançamento de embalagens de medicamentos com sistema de identificação para daltónicos, o código ColorADD, destacando tratar-se da primeira farmacêutica no mundo a fazê-lo.

ColorADD é um sistema de identificação de cores para daltónicos, uma linguagem universal que representa as três cores primárias – azul, amarelo e vermelho – através de símbolos gráficos.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o presidente da Bluepharma, Paulo Barradas Rebelo, refere que se trata de um “projeto pioneiro” mundial na área da indústria farmacêutica, que “procura minorar um problema que afeta 350 milhões de pessoas”.

“É com enorme satisfação e orgulho que desenvolvemos este projeto e que adotamos este sistema inclusivo em todo o nosso portefólio”, afirma Paulo Barradas Rebelo, responsável máximo por aquela empresa com sede em Coimbra.

O criador do código ColorADD, o designer Miguel Neiva, reconhece ser “um momento de enorme satisfação”, salientando ser “inquestionável o valor desta parceria pioneira no setor farmacêutico”.

“Um caminho longo que vimos fazendo lado a lado e que, através de modelo de cocriação, se materializa hoje numa solução de grande impacto para um setor onde a cor é um fator relevante na comunicação e a independência aquisitiva do daltónico é determinante para fazer a escolha correta sempre que a cor é um fator de diferenciação/identificação do medicamento”, sublinha Miguel Neiva.

O designer agradece “à Bluepharma e a toda a sua equipa que, com resiliência e determinação, promoveu esta solução inovadora junto da entidade reguladora, reforçando a certeza” de que estão juntos “no objetivo de promover a inclusão de todos”.

O daltonismo é uma limitação não visível, incurável, transmitida hereditariamente e que afeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, maioritariamente homens.