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Estudo indica que pandemia levou a declínio no rastreio de doenças cardiovasculares

Os procedimentos de diagnóstico de doenças cardiovasculares caíram quase dois terços durante a primavera de 2020, face a 2019.

Os procedimentos de diagnóstico de doenças cardiovasculares caíram quase dois terços durante a primavera de 2020, face a 2019, segundo um estudo com dados de 900 hospitais de 108 países, que atribui a quebra à pandemia de Covid-19.

De acordo com um inquérito da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), houve uma quebra de 64% nos exames cardiológicos em março e abril de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, havendo um impacto “súbito e significativo” em todas as regiões estudadas.

Segundo os autores do estudo, cerca de 718.000 exames cardiológicos não foram realizados nos centros hospitalares analisados nesses dois meses devido à primeira vaga da pandemia, algo que, argumentam, confirma o impacto negativo da Covid-19 nos sistemas de saúde.

O estudo analisou dados de vários tipos de exames cardíacos, como ecografias, angiografias e testes de stress. A AIEA estuda de forma regular as utilizações civis de energia nuclear, em particular em exames médicos.

De acordo com a organização, a diminuição do número de exames deve-se “principalmente ao facto de os pacientes evitarem” os hospitais por “receio de uma possível exposição ao coronavírus”, noticia a France-Presse (AFP).

A agência relata também que a falta de equipamento de proteção em pessoal de saúde foi detetada em 22% dos centros analisados. O estudo aponta ainda que os exames mais afetados são aqueles que demoram mais tempo a realizar e os que implicam um maior risco de exposição à Covid-19.