Consenso Nacional de Menopausa

Consenso Nacional de Menopausa destaca “quatro novas opções terapêuticas”

Novas abordagens terapêuticas e a publicação de estudos científicos relevantes nesta área levaram a Secção Portuguesa de Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), presidida por Fernanda Geraldes, a rever e atualizar o Consenso Nacional de Menopausa.

Novas abordagens terapêuticas e a publicação de estudos científicos relevantes nesta área levaram a Secção Portuguesa de Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), presidida por Fernanda Geraldes, a rever e atualizar o Consenso Nacional de Menopausa. Na sua opinião, este é mais um passo para que “esta fase da vida não seja o fim de linha”.

“A mulher tem ainda direito em manter uma vida sexual saudável”

A menopausa não é uma pausa na vida, nem sequer um fado, que nos obriga a sacrifícios, como aconteceu com as nossas mães e avós”, salienta a médica, ginecologista no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC).

Em declarações à Just News, realça que as mulheres na menopausa são cada vez mais ativas, com diversas responsabilidades pessoais e profissionais:

A idade média da menopausa ronda os 50 e poucos anos, ou seja, é precisamente quando a mulher é muito solicitada no emprego, ocupando cada vez mais lugares de chefia, enquanto tem ainda de cuidar dos filhos e, por vezes, também dos pais. Por isso, tem de se sentir bem com ela própria”.

A especialista faz também questão de deixar claro que “a mulher tem ainda direito em manter uma vida sexual saudável e prazerosa, que não deve ser posta em causa por causa das alterações hormonais”.

“Há quatro novas opções terapêuticas”

No documento, apresentado no final do ano passado, num webinar da SPG, as novidades assentam em novas abordagens terapêuticas em quatro vertentes: hormonal, não hormonal, na insuficiência ovárica prematura e em situações especiais.

Há quatro novas opções terapêuticas, além de outras abordagens não farmacológicas, que vão contribuir, para uma maior adesão, fato relevante quando estão em causa tratamentos crónicos”.

Exemplo disso é a possibilidade de se optar por terapêuticas não orais, como é o caso de um spray aplicado na pele através de um equipamento pulverizador, um fármaco para a osteoporose que conjuga a suplementação de vitamina D em toma mensal ou um outro para a síndrome génito-urinária da menopausa que liberta androgénios (importantes na resposta sexual), além de estrogénios já utilizados nas formulações existentes.

Existem assim novas posologias e vias de administração, assim como mecanismos de ação, que tornam o tratamento eficaz e muito mais simples”.

O Consenso destina-se a todos os profissionais de saúde que tratam mulheres nesta fase da vida, como ginecologistas, médicos de família e endocrinologistas. Está prevista a edição de uma versão em papel ainda no primeiro trimestre deste ano.

Fonte: www.justnews.pt/noticias/consenso-nacional-de-menopausa-destaca-quatro-novas-opcoes-terapeuticas#.X_8jkFX7S70

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