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Covid-19: Governo prorroga programa de apoio a lares

O Governo vai prorrogar os programas de apoio para reforço de recursos humanos em equipamentos sociais, nomeadamente em estruturas de apoio a idosos em situação de surto, afirmou ontem, dia 5 de janeiro, em Mação, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O Governo vai prorrogar os programas de apoio para reforço de recursos humanos em equipamentos sociais, nomeadamente em estruturas de apoio a idosos em situação de surto, afirmou ontem, dia 5 de janeiro, em Mação, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

As brigadas de intervenção rápidas que foram criadas “já fizeram intervenções em 231 instituições em situações de surto em que foi preciso recorrer a uma equipa externa por incapacidade de haver recursos humanos disponíveis“, afirmou Ana Mendes Godinho, tendo feito notar existirem 400 pessoas afetas a estas brigadas tendo sido possível, através do programa MAREESS – Medida de Apoio ao Reforço de Emergência de Equipamentos Sociais e de Saúde -, colocar até hoje 12.250 pessoas no apoio direto às instituições.

“Sentimos a falta de recursos humanos e pretendemos reforçar as próprias instituições para que tenham meios de reação quando acontecem os surtos pelo que decidimos prorrogar o programa MAREESS, programa especial que criámos para reforço de recursos humanos (?) porque sabemos que são momentos difíceis, momentos críticos, pelo que avançámos também com um programa de gestão de surtos“, disse Ana Mendes Godinho em São José das Matas, Mação, no distrito de Santarém, onde assinalou o arranque do programa de vacinação em lares do continente.

Em outubro passaram a estar disponíveis 18 brigadas de intervenção rápida para lares de idosos, uma por distrito e sob a gestão da Cruz Vermelha Portuguesa, compostas por 339 profissionais, maioritariamente auxiliares, mas também profissionais de saúde, com o objetivo de travar rapidamente os surtos. Iniciou-se também uma nova fase de testagem em massa aos profissionais dos lares.

Um mês antes, a ministra da Saúde admitia no parlamento que o apoio médico aos lares era um problema e que houve clínicos chamados a lares que não responderam, o que determinou a abertura de um inquérito pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

Em novembro os dados do Governo indicavam que um terço das mortes por covid-19 em Portugal tinham acontecido em lares de idosos.

Para o período de festividades de natal e ano novo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu cuidado nas visitas aos lares, sugerindo criatividade nos contactos para garantir as condições de segurança, sem recomendar uma suspensão das visitas, situação que a ministra Ana Mendes Godinho disse não ter alterações.

Créditos imagem: Inês Sousa Soares / rr.sapo.pt

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