Menopausa

Osteoporose e Menopausa

A osteoporose é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a principal doença óssea metabólica e um os maiores problemas de saúde pública em todo o Mundo.

Artigo de Cláudia Andrade, in https://jornaldocentro.pt/opiniao/osteoporose-e-menopausa

A osteoporose é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a principal doença óssea metabólica e um os maiores problemas de saúde pública em todo o Mundo. Estima-se que no Mundo existam mais de 200 milhões de pessoas afetadas pela doença e que ocorre uma fratura a cada três segundos causada pela osteoporose. Em Portugal, 10.2% da população tem osteoporose, sendo que são afetadas 17% das mulheres e 2.6% dos homens.

É uma doença que afeta o esqueleto, caracterizada pela diminuição da densidade óssea, que leva a que os ossos fiquem mais porosos e, consequentemente, a um elevado risco de ocorrência de fraturas (as mais comuns são as do punho, da coluna e da anca), uma das maiores causas de dor, de incapacidade a longo prazo e dependência, podendo mesmo levar a morte prematura; mais frequente nas mulheres, essencialmente devido às alterações hormonais (diminuição dos níveis de estrogénio) decorrentes da menopausa. Assim, a menopausa é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Outros fatores de risco descritos são: sexo feminino, menopausa precoce, idade superior a 65 anos, antecedentes familiares de osteoporose, magreza excessiva, raça caucasiana ou asiática, algumas doenças (como por exemplo o hipertiroidismo, artrite reumatoide e diabetes). Além destes, há os fatores de risco modificáveis (que podem ser evitados) como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, o sedentarismo, a pouca exposição solar, o consumo insuficiente de cálcio e de vitamina D e o uso excessivo de medicamentos (corticóides, anticonvulsivantes, heparina).

A osteoporose é vista como uma doença silenciosa por ser assintomática, sendo que é diagnosticada numa fase avançada, em que já há deformação óssea e consequente dor crónica ou quando ocorre uma fratura. Porém, é necessário estar atento aos sinais de alerta – alterações na forma do corpo (diminuição da altura ou aumento da curvatura da coluna), dor intensa nas costas e ocorrência de fraturas provocadas por traumatismos ligeiros.

Posto isto, o conhecimento sobre os fatores de risco é essencial para a alteração dos mesmos e, consequentemente, para prevenir a osteoporose. Como tal, devemos fazer uma alimentação equilibrada e rica em cálcio (laticínios, cereais, frutos secos e vegetais de folha verde como espinafres, brócolos, couves e nabiças) e vitamina D (salmão, gema de ovo, atum e sardinha em conserva), ter hábitos de vida saudável (evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e o tabagismo), praticar exercício físico de forma regular adaptado às condições físicas da pessoa), apanhar sol (com proteção adequada evitando as horas de maior radiação devido aos malefícios que o sol provoca na pele) e prevenir as quedas.

A osteoporose não tem cura, mas é possível intervir no controlo da dor, atrasar ou impedir a perda de massa óssea e prevenir as fraturas.

A prevenção ainda é “o melhor remédio” para a osteoporose. Assim, é importante consultar a sua Equipa de Saúde Familiar com regularidade, com o objetivo de esclarecer dúvidas, identificar precocemente fatores de risco e sinais e sintomas de alerta.