Associação Nacional de Gerontologia Social

Associação reclama acesso dos colaboradores das organizações sociais à ADSE

A Associação Nacional de Gerontologia Social reivindicou o acesso dos colaboradores à ADSE a partir de janeiro, por considerar que também são trabalhadores em fins públicos.

A Associação Nacional de Gerontologia Social reivindicou ontem, 24 de novembro, o acesso dos colaboradores das organizações sociais à ADSE a partir de janeiro, por considerar que também são trabalhadores em fins públicos e que realizam tarefas que caberiam ao Estado.

Nos tempos de crise que vivemos, em que todos afirmamos o valor e a importância destes trabalhadores, a nossa atuação não pode ficar reduzida apenas às palavras de incentivo que lhes endereçamos, ao mérito que lhes reconhecemos e às ações que vamos levando a cabo para que se sintam suportados“, refere a associação, numa carta enviada ao Presidente da República, ao Governo e aos grupos parlamentares, a que a agência Lusa teve acesso.

No seu entender, estes trabalhadores devem ter acesso à ADSE (subsistem de saúde dos trabalhadores do Estado), “pois são também eles trabalhadores em fins públicos, prestando uma nobre função e cumprindo com a realização de tarefas que caberiam ao Estado, sendo, nestes tempos e em todos os outros, os melhores parceiros do Serviço Nacional de Saúde“.

“Na verdade, esta parceria tornou-se ainda mais evidente neste contexto pandémico, pois, por conta deles, se tem mantido a sustentabilidade deste sistema, sem que haja qualquer comparticipação do Ministério da Saúde para estas organizações sociais“, acrescenta.

Neste âmbito, a Associação Nacional de Gerontologia Social considera que “não pode este tempo de pandemia fazer esquecer um setor tão preponderante e, acima de tudo, aqueles que exercem o cuidado com o outro como a sua missão”.

Segundo a associação, “num país caracterizado pela precariedade dos baixos salários“, como Portugal, em que “o salário mínimo nacional assume valores abaixo da média de europeia de referência“, estes trabalhadores devem ser compensados.

A reestruturação de uma carreira profissional que dignamente permita o desenvolvimento das legítimas expectativas dos trabalhadores e se traduza numa motivação acrescida para a importante tarefa que têm diariamente” e “a sua equiparação a todos os que são trabalhadores de funções públicas” são as suas exigências.

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