Teatro da Trindade

Teatro da Trindade estreia “Maria, a Mãe”, uma reflexão sobre família e sociedade

A sociedade veloz, que mutiplica a informação, falsa ou errada, e reduz as pessoas a um número, sustenta a ação da peça “Maria, a Mãe”, que se estreia na quinta-feira no Teatro da Trindade, em Lisboa.

A peça fala sobre as “vicissitudes da família enquanto pilar principal da sociedade e das relações sociais que estabelecemos – sem a situar no espaço, tempo ou definir a sua tipologia -, e esta incapacidade de nos aproximarmos de uma família perfeita“, disse à agência Lusa o ator Elmano Sancho, autor do texto e da encenação.

O ator transpõe para o palco pensamentos e sentimentos característicos do trabalho que tem vindo a desenvolver desde 2014, quando se estreou na encenação e foi de imediato premiado (“Misterman”, de Enda Walsh), e no qual reflete preocupações que lhe são “inerentes e muito ligadas à conhecida como crise existencialista”.

Um tema que não é novo, mas que continua atual na sociedade individualista em que vivemos“, em que “cada vez mais somos remetidos para um simples número“. E em que, apesar de sabermos que somos finitos, “temos cada vez mais dificuldade de nos consciencializarmos de que vamos morrer“, frisou à Lusa.

A perda, a solidão, a dor, a velhice e a morte são, segundo o autor, temas constantes de “Maria, a Mãe“, na qual está também muito presente o pensamento do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.

DOWNLOAD GRATUITO

Dignus4

(Irá receber um email com o link de download.)