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Atividade física diminui sintomas de depressão em idosos

Um estudo, desenvolvido em 18 países, analisou hábitos de pessoas com mais de 50 anos, tendo concluído que a prática de atividade física pelo menos uma vez por semana reduz os sintomas de depressão.

A influência da atividade física sobre a depressão pode ser explicada por mecanismos biológicos e psicológicos. Para além dos benefícios no organismo, contribui também para uma maior autoestima e autoconfiança, ao mesmo tempo que potencia a interação social. “Uma das explicações tem a ver com a socialização. Se a atividade física for praticada em interação social, tanto melhor”, esclarece Adilson Marques, autor principal do estudo. “Isto porque, quem sofre de depressão, passa demasiado tempo a pensar nos seus problemas. Quando damos uma atividade intensa a essa pessoa e um objetivo para cumprir, como ganhar um jogo, a pessoa alheia-se temporariamente desses pensamentos”, acrescenta.

As perturbações depressivas, consideradas a principal causa de incapacidade e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis, caracterizam-se por uma tristeza profunda, pela diminuição da energia e pelo desinteresse nas atividades quotidianas. Alguns dos sintomas mais comuns são a falta de confiança e de autoestima, o sentimento injustificado de culpa, a diminuição da concentração e perturbações do sono e do apetite. Em casos extremos, pode mesmo levar ao suicídio.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que, em 2025, venham a existir cerca de 1,2 mil milhões de pessoas com mais de 60 anos a sofrer desta doença em todo o mundo. Contudo, há formas de a prevenir e tratar. Evitar o isolamento e manter hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física, são essenciais para a prevenção da depressão no idoso.

O exercício é importante em qualquer idade, com comprovados benefícios para a saúde física e mental. Ajuda a prevenir doenças, tais como problemas cardíacos, obesidade, diabetes e cancro, para além de melhorar o humor e a autoestima. Existem recomendações específicas sobre a duração, frequência e intensidade da atividade física para cada faixa etária. No caso dos idosos, a OMS recomenda cerca de 30 minutos de atividade física de intensidade moderada – como caminhada, jardinagem ou tarefas domésticas – pelo menos cinco vezes por semana, ou três sessões semanais de 20 minutos de atividade física vigorosa – como caminhada rápida, ginástica ou transporte de pesos.

Contudo, como para grande parte dos idosos é necessário adequar o nível de esforço à respetiva condição física, nem sempre é possível atingir os níveis de exercício recomendados. Neste sentido, os resultados deste estudo tornam-se particularmente relevantes para os idosos mais vulneráveis, demonstrando que a sua saúde mental pode sair reforçada mesmo com a prática moderada de atividade física apenas uma vez por semana. É possível, portanto, obter benefícios através de algumas rotinas que impliquem movimento, como, por exemplo,a realização de tarefas domésticas, as deslocações ou a prática de exercício.

Neste estudo foram observadas algumas diferenças entre géneros. Tendo em conta que a depressão é mais prevalente nas mulheres (quase o dobro da incidência em relação aos homens), estas podem precisar de uma prática mais regular de atividade física (mais de uma vez por semana) para obterem os mesmos resultados que os homens.

Fonte: https://postal.pt/opiniao/2020-10-19-Atividade-fisica-diminui-sintomas-de-depressao-em-idosos

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