doença cardíaca isquémica

Dieta “pobre” é o fator que mais contribui para a mortalidade global por doença cardíaca isquémica

Mais de dois terços das mortes por doença cardíaca isquémica em todo o mundo poderiam ser prevenidas através da adoção de dietas mais saudáveis.

Mais de dois terços das mortes por doença cardíaca isquémica em todo o mundo poderiam ser prevenidas através da adoção de dietas mais saudáveis.

A conclusão é de um estudo publicado no European Heart Journal – Quality of Care and Clinical Outcomes, uma publicação científica da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), a propósito do Dia Mundial da Alimentação, que se assinalou a 16 de outubro. Os autores sustentam, com base nestes resultados, a importância de dietas saudáveis, sustentáveis e acessíveis para todos.

A nossa análise sugere que dietas pouco saudáveis, hipertensão arterial (HTA) e níveis elevados de colesterol são os três fatores que mais contribuem para a mortalidade por enfarte agudo do miocárdio (EAM) e angina, condições designadas conjuntamente por doença cardíaca isquémica”, referiu a autora do estudo e professora da Universidade Central do Sul de Changsha (China), Xinyao Liu, salientando que “os resultados foram consistentes tanto para os países desenvolvidos, como para os países em vias de desenvolvimento”.

De acordo com a pesquisa, “mais de seis milhões de mortes poderiam ser evitadas através da redução da ingestão de alimentos processados, refrigerantes e bebidas açucaradas, gorduras trans e saturadas, açúcar e sal adicionados, e do incremento no consumo de peixe, frutas e vegetais, cereais integrais e frutos secos”. Idealmente, avança a autora, “deveríamos consumir diariamente entre 200 a 300 mg de ácidos gordos ómega 3 provenientes de pescado, 16 a 25 g de frutos secos e 100 a 150 g de cereais integrais”.

O estudo analisou dados do Global Burden of Disease Study 2017, projeto levado a cabo em 195 países, entre 1990 e 2017, ano em que se registou um total de 126,5 milhões de pessoas com doença cardíaca isquémica e 10,6 milhões de novos diagnósticos deste problema. Em 2017, a doença cardíaca isquémica foi responsável por 8,9 milhões de mortes, o que representa 16% da mortalidade total, comparativamente aos 12,6% registados em 1990.

Fonte: https://cardio.jornalmedico.pt/dieta-pobre-e-o-fator-que-mais-contribui-para-a-mortalidade-global-por-doenca-cardiaca-isquemica/

DOWNLOAD GRATUITO

Dignus4

(Irá receber um email com o link de download.)