Sindicato dos Enfermeiros defende controlo das cadeias e plano para idosos

O Sindicato defendeu um plano para apoiar os idosos que todos os anos vão com frequência às urgências e muitas vezes são internados em enfermarias ou nos cuidados intensivos.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considerou no passado sábado, 31 de outubro, que um novo confinamento para travar o aumento de infeções por Covid-19 só é suficiente caso exista um controlo das cadeias de transmissão e um plano de apoio aos idosos.

Por mais medidas que restrinjam liberdades de circulação ou de contacto, elas serão sempre insuficientes se não houver um perfeito controlo das cadeias de transmissão, porque é isso que dinamiza o aumento de novos casos, e se não existirem medidas sobre os idosos”, disse José Carlos Martins, presidente do SEP, no final de uma audiência com o Presidente da República.

Em declarações aos jornalistas, o sindicalista precisou que “só confinar não é suficiente”. Nesse sentido, defendeu um plano para apoiar os idosos que todos os anos, principalmente durante o inverno, vão com frequência às urgências e muitas vezes são internados em enfermarias ou nos cuidados intensivos.

Segundo o presidente do sindicato, este plano consistia em admitir mais enfermeiros para as unidades de cuidados na comunidade que funcionam junto dos centros de saúde, sendo a principal missão fazer visitas regulares a estes idosos e acompanhá-los permanentemente para evitar deslocações às urgências.

José Carlos Martins afirmou que “há um enorme défice de resposta” aos cerca de 3,5 milhões de idosos que não vivem nos lares. O presidente do SEP defendeu também junto de Marcelo Rebelo de Sousa um reforço das unidades de saúde pública que fazem os inquéritos epidemiológicos, considerando ser uma questão determinante para travar o aumento dos casos.

Hoje há muita dificuldade, fruto do défice e da carência de recursos humanos, do acompanhamento das cadeias de transmissão. Devia haver uma admissão imediata de pessoas qualificadas com programas de formação intensivo para realizarem os inquéritos epidemiológicos”, disse, afirmando que este trabalho pode ser feito por outros profissionais porque não se trata de atividades de vigilância clínica.

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