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Doentes chegam mais tarde ao hospital e com doença mais avançada

Os doentes estão a chegar mais tardiamente ao hospital e com situações mais avançada das suas doenças, alertam médicos, que reiteram o apelo para as pessoas não terem receio de ir aos serviços de saúde.

Os doentes estão a chegar mais tardiamente ao hospital e com situações mais avançada das suas doenças, alertam médicos, que reiteram o apelo para as pessoas não terem receio de ir aos serviços de saúde.

As pessoas têm chegado mais tardiamente do que aquilo que seria desejável”, diz à agência Lusa Leonor Carvalho, diretora do serviço de Medicina Interna I do Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde estão internados doentes sem Covid-19, principalmente idosos.

Esta situação também é constatada por Jacques santos, adjunto da direção do Serviço de Urgência e chefe de equipa, afirmando que começou a notar-se novamente uma diminuição da procura dos serviços de urgência por parte de doentes não Covid-19, “embora não tão evidente como na primeira vaga da pandemia.

Os doentes com receio mantêm-se em casa durante mais tempo e vêm sempre com situações mais graves, tem também a ver com falhas no acompanhamento destes doentes por parte dos cuidados primários e por parte das consultas hospitalares e estamos a pagar agora”, sublinha o médico.

Em relação ao risco de a atividade assistencial não programada voltar a ser suspensa devido ao aumento de casos Covid-19, diz que na fase inicial da pandemia “houve muita preocupação para dar resposta aos doentes com Covid-19 e perdeu-se um bocadinho a noção do que estava a acontecer com os outros doentes”.

Agora é diferente, há uma grande preocupação em acompanhar os doentes não Covid (…) e acho que não vai chegar ao ponto que chegou na primeira vaga, temos de confiar nisso”, afirma Jacques Santos.

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