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Álvaro Santos Pereira defende mecanismos que permitam reforma mais tarde

Com as pessoas a viverem cada mais tempo, e de forma mais confortável, deveriam ser criados mecanismos para que, quem quiser, possa trabalhar até mais tarde, defende Álvaro Santos Pereira, diretor do departamento de Economia da OCDE.

Com as pessoas a viverem cada mais tempo, e de forma mais confortável, deveriam ser criados mecanismos para que, quem quiser, possa trabalhar até mais tarde, defende Álvaro Santos Pereira, diretor do departamento de Economia da OCDE. Santos Pereira aponta assim que tem de se “mudar o mercado de trabalho” para contribuir para a sustentabilidade do sistema de pensões, num debate sobre “O futuro do atual modelo de Segurança Social”, uma conferência digital promovida pela Proteste Investe em parceria com o ECO. A “flexibilidade ao nível da idade de reforma é fundamental”, acrescenta.

Neste sentido, o antigo ministro da Economia e do Emprego salienta também a importância da aprendizagem ao longo da vida, nomeadamente para que as gerações mais velhas “não fiquem para trás”, no que diz respeito à digitalização e novas tecnologias.

Esta visão foi partilhada por Paulo Trigo Pereira, Professor Catedrático do ISEG/Universidade de Lisboa e Presidente do Institute of Public Policy, também presente no painel, que defendeu que, “se estamos a pensar em prolongar a idade média de trabalho, é fundamental que haja formação profissional”.

Já Susana Peralta, professora da Nova SBE, ressalva que “há relações muito diferentes com o trabalho”, de forma a que não se pode, “de maneira uniforme querer que vão todos trabalhar mais tarde”. Defende assim o desenho de “esquemas que permitam a pessoas um ajustamento em função das capacidades”.

Sistema de pensões “não incentiva poupança”

Para além destas mudanças no mercado de trabalho, Santos Pereira salientou a necessidade de reforma da Segurança Social, nomeadamente no que diz respeito à poupança. “Poupamos cerca de metade do que poupa a União Europeia”, apontou, algo que está relacionado com o sistema de pensões, que “não incentiva a poupança”.

O diretor do departamento de Economia da OCDE argumenta que se deve “simplificar possibilidade” de se poupar através da Segurança Social, incentivando a poupança e usando o sistema para “poder aumentar a poupança nacional”.

Fonte: https://eco.sapo.pt/2020/10/29/alvaro-santos-pereira-defende-mecanismos-que-permitam-reforma-mais-tarde/

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