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Ordem dos Psicólogos lança site para reduzir custos da saúde mental no trabalho

Site Mais Produtividade dá ferramentas às empresas e aos seus colaboradores para reduzir os custos do stress e da saúde mental no trabalho.

Ordem dos Psicólogos (OPP) lançou o site Mais Produtividade, que permite várias análises e ações para reduzir os custos do stresse e de problemas de saúde mental no trabalho. Para assinalar o lançamento e abordar algumas das questões mais preementes sobre o trabalho e a saúde mental em tempo de pandemia, na quinta-feira passada, 15 de outubro, houve um debate com António Saraiva, Presidente da Confederação Empresarial de Portugal, CIP, e com Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses .

Tendo como base o trabalho da OPP, Relatório do Custo do Stresse e dos Problemas de Saúde Psicológica no Trabalho, em Portugal, o novo portal pretende dar ferramentas a especialistas, empresas e trabalhadores na prevenção e promoção da Saúde Psicológica e do bem-estar nas empresas portuguesas. “Podem reduzir assim as perdas de produtividade pelo menos em 30% e, portanto, resultar numa poupança de cerca de mil milhões de euros por ano“, é indicado pela Ordem.

O relatório em causa mostra que em Portugal a perda de produtividade, devido a problemas psicológicos, custa às empresas €3,2 mil milhões por ano, três vezes mais do que custou a ponte Vasco da Gama. Estima-se que os trabalhadores faltam, devido ao stresse e a problemas de saúde psicológica até 6,2 dias por ano e o presentismo possa ir até 12,4 dias. No total, a perda de produtividade pode custar às empresas portuguesas até 0,9% do seu volume de negócios.

Assista ao vídeo em:
https://www.facebook.com/watch/?v=961262704368418

Este cálculo refere-se apenas a custos indiretos, os custos diretos dos riscos psicossociais e problemas de Saúde Psicológica no trabalho não estão contabilizados. Para além disso, a investigação demonstra ainda, amplamente, outros efeitos adversos do stresse e dos problemas de saúde psicológica para as organizações, igualmente não contabilizados nestes cálculos e que lhes acresceriam, nomeadamente, o aumento de erros e acidentes por erro humano, assim como o aumento dos conflitos laborais, da rotatividade e intenção de sair da organização.

Além disso, a diminuição da motivação e compromisso dos colaboradores e da imagem e reputação positivas da organização são outros dos problemas quando a saúde mental não é tida em conta.

Sabemos, por exemplo, que exigências laborais elevadas aumentam a probabilidade de diagnóstico de uma doença física em 35% e que longas horas de trabalho aumentam a mortalidade em quase 20%”, é avançado pela OPP.

Também abordado durante o debate foi o inquérito de junho da CIP às empresas portuguesas. Esse trabalho revela que 92% das empresas que podiam recorrer ao teletrabalho o fez. Destas, 52% equaciona manter esta solução de forma permanente.

Além disso, um terço das empresas é favorável a que o teletrabalho seja a norma em três dias da semana, com dois dias em que os trabalhadores vão trabalhar presencialmente nas instalações enquanto 22% defende o regime no conjunto dos cinco dias da semana, com idas pontuais ao escritório. Uma flexibilidade que António Saraiva considera “fundamental” para “melhorar a produtividade e saúde mental dos trabalhadores”, admitindo que cada caso é um caso e terá de haver soluções à medida de cada equipa e trabalhador, dentro do razoável.

Fonte: www.dinheirovivo.pt/empresas/ordem-dos-psicologos-lanca-site-para-reduzir-custos-da-saude-mental-no-trabalho-12937200.html

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