demência

Nadar em águas frias protege o cérebro de doenças como a demência?

O número de pessoas com demência no mundo tem aumentado significativamente ao longo dos últimos anos.

O número de pessoas com demência no mundo tem aumentado significativamente ao longo dos últimos anos.

Investigadores do Centro de Pesquisa de Demência do Reino Unido, na Universidade de Cambridge, descobriram que nadar em águas frias pode proteger o cérebro de doenças degenerativas como a demência.

Através de recolhas e análises, foi possível detetar a presença de uma proteína de choque frio no sangue de nadadores que frequentam o Parliament Hill Fields Lido, em Londres, durante o período de inverno.

Numa experiência realizada com ratos, a proteína em causa retardou o início da demência.

A professora Giovanna Mallucci, do Centro de Pesquisa de Demência do Reino Unido, considera que esta descoberta vai ajudar os cientistas a encontrarem novos tratamentos que possam conter ou mesmo tratar a doença.

De acordo com a BBC, mais de um milhão de pessoas sofre de demência no Reino Unido. Estima-se que o número duplique até 2050.

Produtos químicos de choque frio e a proteína de choque frio

A equipa do Centro de Pesquisa de Demência do Reino Unido descobriu os produtos de choque frio em 2015 e decidiu experimentar com uma espécie de ratos chamada camundongo.

Os investigadores baixaram a temperatura dos animais até ficarem em hipotermia. Para a experiência foram usados camundongos saudáveis e camundongos com Alzheimer.

Depois de serem reaquecidos, apenas os camundongos saudáveis conseguiram regenerar as suas sinapses. Os cientistas também descobriram que, nos ratos saudáveis, os níveis de uma proteína de choque frio chamada RBM3 simplesmente dispararam.

Num caso específico, conseguiram provar que a morte das células cerebrais nos ratos com Alzheimer podia ser evitada se se aumentasse os níveis de RBM3 nos ratos.

Estes resultados levaram os investigadores a pensar que a proteína RBM3 poderia ser a chave para o problema.

A professora Giovanna Mallucci diz que, agora, o desafio é encontrar um medicamento que estimule a produção de proteína RBM3 nos humanos e provar que ajuda a retardar a evolução da demência.

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