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Especialista da ONU defende maior proteção para idosos além da Covid-19

Os idosos, apesar de serem as principais vítimas da pandemia por covid-19, continuam a ser um grupo “cronicamente invisível” ao qual se deve prestar mais atenção, alertou hoje a especialista das Nações Unidas Claudia Mahler, citada pela EFE.

Em vésperas do Dia Internacional do Idoso, a investigadora Claudia Mahler defendeu que a atenção a este grupo deve ser uma prioridade na fase de recuperação de uma pandemia que já causou a nível global mais de um milhão de mortes, sendo que entre 80 e 90% das vítimas mortais tinham mais de 65 anos.

Tragicamente, a pandemia colocou os idosos em destaque e sobre os mais velhos teve um impacto desproporcional“, sublinhou a especialista da Organização das Nações Unidos (ONU), acrescentando que “isso não esconde a realidade de que em muitos casos os idosos continuam esquecidos”.

Na sua opinião, na maioria dos países “não há informações sobre as condições de vida dos idosos, ou são muito fragmentadas”.

A mesma especialista alertou ainda que muitos Estados “não têm legislação adequada para proteger direitos (dos idosos) e evitar o preconceito relativo à idade avançada, a discriminação, a violência e o abuso”.

A especialista defendeu o reconhecimento público e estatal das contribuições dadas pelas gerações mais velhas para a sociedade atual e disse ser preciso “mudar a perceção” social em torno dos idosos de que se trata de uma “fase de decadência obrigatória“.

“Os nossos esforços para proteger os idosos devem ir além deste momento de crise (pandémica)”, disse a especialista, notando que os sistemas de segurança social e de saúde para esse grupo são fundamentais para a recuperação económica de longo prazo.

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