Transtornos-mentais

Universidade do Minho em investigação mundial para tratar as 6 principais doenças psiquiátricas

A Universidade do Minho (UMinho) participa numa investigação mundial que visa encontrar novas formas de tratamento das seis principais doenças psiquiátricas.

A Universidade do Minho (UMinho) participa numa investigação mundial que visa encontrar novas formas de tratamento das seis principais doenças psiquiátricas, anunciou esta terça-feira, 1 de setembro, aquela academia. São essas patologias o défice de atenção/hiperatividade, autismo, doença bipolar, perturbação depressiva, perturbação obsessivo-compulsiva e esquizofrenia.

Em comunicado, a UMinho refere que a investigação descobriu que há alterações do córtex, o tecido que constitui o cérebro, que são comuns às seis principais doenças psiquiátricas, e que acontecem logo no período pré-natal ou muito precocemente no desenvolvimento da pessoa.

O estudo analisou o cérebro de mais de 12 mil pessoas que sofrem das patologias designadas.

Com esta descoberta, vamos conseguir compreender melhor como é que as doenças se estabelecem e como evoluem para podermos encontrar novas formas de as tratar”, explica o coordenador da equipa de investigação portuguesa, da Escola de Medicina da UMinho, Pedro Morgado.

Citado no comunicado, Pedro Morgado acrescenta que, até ao momento, a equipa de investigação tem tentado reduzir os sintomas de doenças completamente estabelecidas do ponto de vista cerebral.

Se for possível conhecer as alterações cerebrais, é possível intervir mais cedo porque sabemos quem são as pessoas que têm potencial de adoecer. O nosso objetivo é um dia conseguirmos prevenir o aparecimento das principais doenças psiquiátricas, porque identificamos as pessoas que têm essas alterações cerebrais e implementamos técnicas que as possam reverter ou que possam mitigar a sua expressão patológica, ou seja, que a doença se expresse”, refere.

O trabalho analisou o funcionamento de 34 regiões do cérebro, tendo encontrado diferenças a nível da densidade cortical.

As pessoas que sofrem das doenças psiquiátricas estudadas apresentam um córtex com menor densidade celular do que as pessoas sem doença.

A diferença deve-se a um número mais reduzido de neurónios piramidais, células que são fundamentais para a comunicação entre diferentes regiões cerebrais e que estão envolvidas no processamento das informações dos sentidos, no controlo dos movimentos, na geração de emoções e nos processos de tomada de decisão“, lê-se no comunicado.

Esta investigação está integrada num consórcio mundial que envolve seis redes de investigação dedicada ao estudo do cérebro (ENIGMA).

A equipa nacional conta com a participação de Pedro Morgado e Maria Pico-Perez, da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

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