Miguel Guimarães

“No Inverno, o pior que podíamos fazer era suspender a atividade não Covid”, afirma Bastonário da Ordem dos Médicos

Em entrevista ao Canal S+, Miguel Guimarães não tem dúvidas que a suspensão da atividade programada nos hospitais e centros de saúde do país, durante o estado de emergência e no período subsequente, é a principal responsável pelo elevado número de mortes registado em Portugal em julho.

Em entrevista ao Canal S+, Miguel Guimarães não tem dúvidas que a suspensão da atividade programada nos hospitais e centros de saúde do país, durante o estado de emergência e no período subsequente, é a principal responsável pelo elevado número de mortes registado em Portugal em julho.

Dados revelados pelo Jornal “Público” que cita o Sistema Nacional de Vigilância da Mortalidade (eVM) indicam que morreram no mês passado 10 390 pessoas no nosso país, o valor mais alto do mês de julho dos últimos 12 anos.

O Bastonário da Ordem dos Médicos recusa as explicações avançadas pela Direção Geral de Saúde (DGS) que se justifica com as ondas de calor registadas no mês passado. O médico urologista do Hospital São João garante que tudo se deve ao facto dos doentes “não-COVIDterem ficado para trás, sem a habitual assistência. Para o clínico “Nós no Inverno, a pior coisa que podíamos fazer era suspender a atividade não Covid“, alerta.

Cinco meses depois da pandemia da Covid-19 ter chegado a Portugal, o bastonário da Ordem dos Médicos faz o balanço possível de toda a situação e lembra que “o confinamento correu bem e o desconfinamento menos bem”. Para Miguel Guimarães, Portugal devia ter seguido o exemplo de outros países europeus onde a atividade programa foi mantida, apesar da pandemia. O clínico recorda que “não se realizaram 1 milhão de consultas nos hospitais centrais e 3 milhões nos centros de saúde”.

Neste grande entrevista ao Canal S+, o bastonário da Ordem dos Médicos explica ainda que a retoma da atividade programada tem estado a ser feita, sobretudo nos hospitais, mas o mesmo não se pode dizer dos Cuidados de Saúde Primários, ou seja dos centros de saúde. Para Miguel Guimarães “uma chamada telefónica, não pode ser confundida com uma consulta médica”. O bastonário da Ordem dos Médicos defende como solução o reforço dos meios tecnológicos, com recurso a imagem, para permitir o que a lei estipula e define para a telemedicina.

Entrevista disponível em: www.saudemais.tv/noticia/21806-covid-19-nos-no-inverno-a-pior-coisa-que-podiamos-fazer-era-suspender-a-actividade-nao-covid-afirma-bastonario-da-ordem-dos-medicos

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