INESCTEC

Investigadores do Porto em projeto de 1,79 ME para tornar diagnóstico médico mais claro

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) integram um projeto internacional que, financiado em 1,79 milhões de euros, pretende, através de inteligência artificial, tornar o diagnóstico médico mais “claro e confiável”.

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) integram um projeto internacional que, financiado em 1,79 milhões de euros, pretende, através de inteligência artificial, tornar o diagnóstico médico mais “claro e confiável”.

Em declarações à agência Lusa, Jaime Cardoso, investigador do INESC TEC, no Porto, explicou hoje, dia 5 de agosto, que o projeto, designado TAMI – Transparent Artificial Medical Intelligence, vai debruçar-se sobre três domínios médicos: cancro cervical, doenças pulmonares e doenças oculares.

A partir destas áreas, os investigadores vão, juntamente com a empresa First Solutions, desenvolver um conjunto de ferramentas de apoio à decisão médica, que, com base em algoritmos de inteligência artificial, visam explicar ao clínico e paciente o diagnóstico de determinada doença e a sua causa.

Neste três domínios vamos tentar que, através de um exame imagiológico, o computador consiga olhar para a imagem e explicar, por exemplo, se é cancro ou não, bem como quantificar o risco e explicar a avaliação de risco que fez, mostrando na imagem o suporte para a sua decisão”, afirmou o investigador.

Segundo Jaime Cardoso, a explicação poderá vir a tomar “várias formas” e a equipa, da qual integram também especialistas da Associação Fraunhofer Portugal Research, da Administração Regional de Saúde do Norte e da Carnegie Mellon University (Estados Unidos da América), está a “tentar perceber o que será uma boa e adequada explicação”.

A explicação pode ser somente visual, ao sobrepor sobre a imagem mapas de realce, mas também pode ser textual. Tudo dependerá de quem vai consumir a explicação, se o médico especialista, se o enfermeiro, se o médico que vai dialogar com o paciente. Tudo irá depender desses aspetos e do próprio caso”, referiu.

Além de quererem tornar as ferramentas de apoio à decisão “flexíveis”, os investigadores vão também tentar, durante os próximos três anos, que o sistema tenha por base “a imputação das justificações às diferentes fontes de informação”.

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