doentes

Covid-19. Pelo menos 1,5 milhões de portugueses em risco de doença severa

Há pelo menos 1,5 milhões de pessoas em risco de doença severa se estiverem infetados com o novo coronavírus. Estudo só teve em conta idosos com uma das cinco doenças crónicas consideradas de risco.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública revela que pelo menos um milhão e meio de pessoas têm um risco elevado de desenvolver doença severa, se estiverem infetados com o novo coronavírus.

A notícia foi avançada ontem, 26 de julho, pela TSF, que cita o documento.

O estudo, a que o jornal Observador já teve acesso, intitulado ”Estimativas da População Portuguesa em Risco Elevado de Doença Grave por Covid-19 Devido à Idade e a Doenças Crónicas”, usou dados do Instituto Nacional de Estatísitica (INE) e do Inquérito Nacional de Saúde, realizado em 2014 e onde as pessoas indicaram ter uma das cinco doenças crónicas consideradas como fator de risco para o novo coronavírus: diabetes, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crónica, doença cardiovascular e cerebrovascular.

Alargando à população portuguesa, contabilizam-se 1,560 milhões de pessoas em risco (15% da população) devido à idade e a doenças crónicas, dos quais 932 mil são mulheres e 628 mil homens. As mulheres são a população em maior risco, não só porque há mais mulheres em Portugal mas também porque são as mais afetadas pelas doenças crónicas referidas.

Em termos geográficos, a região Norte que tem “a maior população em elevado risco de doença severa” devido à “elevada prevalência de potenciais fatores de risco e ao tamanho da população” (33,7%). Seguem-se Lisboa e Vale do Tejo (226,2%) e a região Centro (24,9%).

No entanto, este estudo é considerado “restritivo” pelos próprios autores, uma vez que teve apenas em conta os portugueses com idade superior a 65 anos e as doenças crónicas que constavam do Inquérito Nacional de Saúde de 2014 e que incluem doenças reportadas pelos próprios doentes. Uma situação que pode “subestimar a população em risco”, lê-se no documento, que ressalva também o facto de não terem sido tidas em conta outras comorbildiades como cancro, obesidade severa, doença renal crónica, doença hepática e distúrbios de hemoglobina.

Se forem tidos em conta todos os idosos com mais de 65 anos e as pessoas com uma das cinco doenças crónicas acima referidas, o número de pessoas em risco sobe para cerca de 3,7 milhões, refere a TSF.

DOWNLOAD GRATUITO

Dignus4

(Irá receber um email com o link de download.)