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Cuidados de Saúde Primários são essenciais no combate à Covid-19

Médicos de Família e unidades de saúde de proximidade são fundamentais na solução da Covid-19 e para a retoma assistencial, apesar das muitas limitações enfrentadas no quotidiano.

A Direção da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) destaca a enorme capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e em especial dos médicos de família e das unidades de saúde dos cuidados de saúde primários (CSP), no atual contexto de pandemia. Desde 4 de abril – 4.ª semana de pandemia – são seguidos em ambulatório mais de 90% dos casos ativos de Covid; desde 24 de abril – 7.ª semana de pandemia – são mais de 95% dos casos ativos; e atualmente, no fim da 18.ª semana de pandemia, seguimos 96,6% dos casos em CSP. A grande maioria são doentes ligeiros e com evolução favorável, ou mesmo assintomáticos. Ocasionalmente surgem doentes mais complexos e com maior exigência de cuidados de saúde.

A atividade assistencial normal foi alterada ou interrompida no Serviço Nacional de Saúde em muitas das unidades de saúde desde meados de março, para dar resposta específica aos doentes com diagnóstico de Covid-19. Esta estratégia de contenção e de mitigação na luta contra o SARS-CoV-2 deu bons resultados em Portugal, como é reconhecido. Na Europa e no final da 18.ª semana de pandemia, declarada pela OMS em 11 de março último, o nosso país é o 14.º em total de casos por milhão de habitantes, o 16.º em óbitos por milhão de habitantes e 12.º em testes realizados por milhão de habitantes.

Os médicos de família mostram estar à altura do compromisso assistencial e têm sido imprescindíveis neste momento tão difícil para a sociedade portuguesa e para o Serviço Nacional de Saúde. Os dados estatísticos e registos oficiais confirmam a noção que temos de resposta a doentes Covid, mas também em relação ao desenvolvimento do desconfinamento, que importa fazer com segurança e determinação.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Portal do SNS, a retoma assistencial após a primeira onda pandémica nos CSP tem sido efetiva, com um aumento registado entre abril e junho deste ano, quer em consultas programadas, quer no que respeita às consultas não programadas. As consultas não programadas passaram de 540 356 em abril para 890 390 em junho e as consultas não programadas subiram de 1 472 596 para 1 601 039, no mesmo período.

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