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Convenção Nacional Saúde pede programa excecional para recuperar listas espera

A Convenção Nacional de Saúde pediu esta segunda-feira, dia 20 de julho, um programa excecional para recuperar as listas de espera de consultas, exames e cirurgias.

A Convenção Nacional de Saúde pediu esta segunda-feira, dia 20 de julho, um programa excecional para recuperar as listas de espera de consultas, exames e cirurgias e frisa a urgência de retomar a prestação de cuidados de saúde a todos os doentes não-covid-19.

Em comunicado, a CNS, uma plataforma de diálogo entre os parceiros da Saúde e os cidadãos que junta entidades do setor público, privado e social, faz um apelo urgente ao Ministério da Saúde para lançar de imediato um programa de recuperação da atividade suspensa com a pandemia, sublinhando as preocupações manifestadas pelas associações de doentes.

A luta nacional contra a Covid-19 foi da maior importância para mitigar a pandemia, mas não se pode ignorar o impacto tremendo que esta situação gerou em toda a atividade assistencial”, considera a CNS.

A convenção recorda que o Ministério da Saúde já reconheceu que até maio os hospitais do Serviço Nacional da Saúde (SNS) “fizeram menos 85 000 cirurgias e menos 902 mil consultas, das quais 371 mil eram primeiras consultas”.

No caso dos cuidados de saúde primários terão ficado por efetuar 3 milhões de consultas. Com a nova suspensão imposta na região de Lisboa e Vale do Tejo em junho estes números terão aumentado de forma significativa”, sublinha.

A CNS diz que as associações de doentes “têm vindo a manifestar a sua preocupação com as lacunas” encontradas e lembra que, nestes meses,terão ficado por diagnosticar cerca de 20 mil casos de diabetes em Portugal”, que na área do cancro digestivo terão sido adiadas 51 mil cirurgias e canceladas 540 mil consultas, devido ao funcionamento das instituições nesta fase da pandemia.

Segundo informações recentes, em maio o número de cirurgias caiu 42% no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, 31% no IPO do Porto e 25% no IPO de Coimbra”, acrescenta.

A Convenção recorda os alertas que têm sido lançados por médicos especialistas de diversas áreas sobre os exames e os meios de diagnóstico não efetuados, que “colocam fortemente em risco a saúde de milhares de cidadãos, nomeadamente na área oncológica”.

Neste período terão ficado por diagnosticar e, como tal, estarão sem o devido acompanhamento mais de 15 mil tumores malignos”, insiste a CNS, sublinhando que o aumento das listas de espera, cirúrgica e de consultas (médicas, de psicologia e outras), e a não realização dos necessários exames de diagnóstico se tornaram no “problema número 1 da saúde em Portugal”.

A CNS pede “um apuramento real das necessidades e de aproveitamento dos recursos existentes, tendo como meta, recuperar atividade prejudicada pela Covid-19 e cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) em todas as especialidades”.

Reitera igualmente a urgência de outras decisões na atual conjuntura de dificuldade do acompanhamento dos doentes não covid-19, comopor exemplo a criação de Vias Verdes promovendo uma melhor articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, a expansão da hospitalização domiciliária, da telemedicina e da medicina à distância na monitorização e seguimento de doentes crónicos.

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