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Bastonário dos Psicólogos exorta Governo a encontrar “estratégia” na resposta à saúde mental

O bastonário da Ordem dos Psicólogos exortou o Governo a encontrar uma “estratégia para a Administração Pública de avaliação de riscos psicossociais e planos de prevenção”, na resposta aos problemas da saúde mental no trabalho.

O bastonário da Ordem dos Psicólogos exortou hoje, dia 20 de julho, o Governo a encontrar uma “estratégia para a Administração Pública de avaliação de riscos psicossociais e planos de prevenção”, na resposta aos problemas da saúde mental no trabalho.

O Estado tem de dar um exemplo e é importante que avance rapidamente, ter uma estratégia para toda a Administração Pública de avaliação dos riscos psicossociais e planos de prevenção. Isto é um exemplo cultural e político que o Estado deve dar. Há que ter a coragem – que até agora não houve por parte do Governo – de assumir antes que venhamos a ter a perceção pública de problemas extremados graves”, afirmou Francisco Miranda Rodrigues, em declarações à Lusa.

No relatório da Ordem dos Psicólogos Portugueses, publicado hoje, acerca do “custo do ‘stress’ e dos problemas de saúde psicológica no trabalho, em Portugal”, com base em vários estudos, é estimado que esses problemas tenham custado 3,2 mil milhões de euros às empresas portuguesas.

Durante o ano 2019, [houve um custo de] 3,2 mil milhões de euros e estamos só a referir custos diretos. Os custos que derivam do absentismo e presentismo – estar no local de trabalho sem ter capacidade produtiva normal –, só com essas duas dimensões estamos a falar destes valores. Se tivéssemos em conta os custos depois no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o que as famílias têm de suportar quando recorrem a apoios para a saúde mental, teríamos a falar de um número bastante maior”, explicou Francisco Miranda Rodrigues.

Estes dados não têm em conta com “o setor público e social” e, portanto, refere-se apenas ao “setor privado”, no qual é “possível intervir com sucesso e prevenir uma boa parte destas situações e reduzir custos, em cerca de 30%, com os investimentos de prevenção” e que podem também gerar retornos financeiros.

O psicólogo denunciou ainda o “varrer para debaixo do tapete o que acontece nas empresas” a nível de problemas psicológicos, tendo em conta que o investimento na área tem “toda a racionalidade económico-financeira”, e apelou a uma “ação estratégica mais racional” para perceber onde estão as principais causas, avaliá-las e “construir planos de intervenção”.

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