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Associações lançam campanha contra abandono de medicação por doentes respiratórios

Várias associações de doentes e sociedades médicas juntaram-se no alerta a doentes respiratórios para as consequências do abandono de medicação durante os meses de verão, através de uma campanha de sensibilização.

Várias associações de doentes e sociedades médicas juntaram-se no alerta a doentes respiratórios para as consequências do abandono de medicação durante os meses de verão, através de uma campanha de sensibilização, foi hoje, dia 17 de julho, anunciado.

A campanha de alerta para doentes respiratórios, com o nome ‘Neste verão não dê férias à sua medicação’, decorre até 15 de setembro e junta a Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira), Associação Portuguesa de Asmáticos (APA), a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

Segundo refere o comunicado conjunto, “as taxas de adesão à terapêutica são mais baixas nos meses de verão, aumentam no outono e permanecem altas durante os meses de inverno até à primavera, sendo julho o mês com menor taxa de adesão à terapêutica nos doentes asmáticos”.

Os estudos “revelam que 50% dos medicamentos para as doenças crónicas não são tomados como prescritos pelo profissional de saúde, variando a taxa de adesão à terapêutica entre 22% e 78% no que refere a doentes asmáticos ou com doença pulmonar obstrutiva crónica”.

Para a presidente da associação Respira, Isabel Saraiva, citada no comunicado, “é natural que por vezes surja algum cansaço por parte dos doentes no cumprimento diário de uma terapêutica e que o verão e as férias conduzam a uma atitude de maior esquecimento”.

Mas alerta que “este tipo de comportamento conduz a situações de risco” e que é “urgente alertar todos os doentes respiratórios para a importância de cumprir a terapêutica 365 dias por ano”.

Já o presidente da APA, Mário Morais de Almeida, salientou que “estas campanhas são fundamentais para consciencializar os doentes para a importância de manter um tratamento sem interrupções”.

Por seu lado, o presidente da SPP, António Morais, alertou que alguns doentes abandonam a terapêutica durante o verão.

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