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Organizações de cuidados paliativos defendem mais apoios para cuidadores informais

Organizações de cuidados paliativos defenderam no Parlamento que o estatuto do cuidador informal deve ser mais do que um subsídio financeiro.

Organizações de cuidados paliativos defenderam no Parlamento que o estatuto do cuidador informal deve ser mais do que um subsídio financeiro, devendo permitir que estas pessoas que dedicam a vida a cuidar dos outros possam ter momentos para respirar.

A questão dos cuidadores “é muito mais do que um subsídio, o setor social aqui é fundamental”, afirmou o coordenador do Observatório Português dos Cuidados Paliativos (OPCP), Manuel Luís Capelas, numa audição na Comissão de Saúde requerida pelo PSD e pelo CDS-PP sobre o acesso a cuidados paliativos em Portugal, na passada quarta-feira, dia 24 de junho.

O apoio financeiro pode ser uma ajuda, mas eles precisam de tempo, precisam de respirar”, disse Manuel Luís Capelas, exemplificando com a situação de confinamento que a população foi obrigada a fazer devido à pandemia de covid-19.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), Duarte Soares, também ouvido na Comissão de Saúde, há medidas que podiam ser desenvolvidas para ajudar estas pessoas sem ser “necessariamente mais dinheiro”.

Parece-nos terem sido tomadas decisões de forma muito solitária, muito autista, se me permitem dizer, sem ouvir as entidades, sem nos reunirmos, sem perceber aquilo que realmente importa aos cuidadores”, afirmou Duarte Soares.

 “Há muitas coisas que podiam ser implementadas para ajudar estas pessoas que não são necessariamente mais dinheiro”, como uma linha SNS 24 dedicada a estas pessoas ou “uma via verde” de cuidados paliativos e criar forma de descanso, afirmou o médico de cuidados paliativos.

Também a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, Edna Gonçalves, defendeu na audição ser “muito importante que se desenvolva o estatuto do cuidador informal e que se dê mais apoio aos cuidadores”.

Os projetos-piloto experimentais dos cuidadores informais vão avançar este mês, depois de o seu arranque ter sido suspenso devido à covid-19, anunciou no final de maio a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O Estatuto do Cuidador Informal foi aprovado em 05 de julho de 2019.

E estima-se que existiam em Portugal cerca de 800 mil cuidadores informais.

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