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Covid-19: Investigadores avaliam rejuvenescimento das células estaminais de idosos infetados

Investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, vão tentar perceber, através de testes laboratoriais, se as células estaminais de doentes idosos com covid-19 podem ser “rejuvenescidas” e “manipuladas” para regenerar os tecidos pulmonares.

Investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, vão tentar perceber, através de testes laboratoriais, se as células estaminais de doentes idosos com covid-19 podem ser “rejuvenescidas” e “manipuladas” para regenerar os tecidos pulmonares.

A abordagem que nós propomos é a de tentarmos rejuvenescer estas células nos doentes idosos, onde o problema da mortalidade da covid-19 é muito maior”, afirmou ontem, dia 18 de junho, Pedro Correia de Sá, investigador do ICBAS.

Em declarações à Lusa, o coordenador do projeto explicou que, como em “tempos de pandemia” não há dadores e é “difícil” o transporte de células estaminais, a equipa, composta maioritariamente por estudantes de doutoramento, vai estudar a possibilidade de realizar um “autotransplante”.

Surgiu a ideia de ver se tínhamos alguma possibilidade de utilizar as células do próprio doente e se tínhamos a possibilidade de as manipular laboratorialmente, criar condições para que elas se diferenciem e reinjetar no indivíduo. No fundo, seria um autotransplante que não colocaria problemas de rejeição”, salientou.

Segundo Paulo Correia de Sá, a equipa de investigadores vai ainda “aproveitar um problema associado às células estaminais como uma vantagem” para a covid-19: o facto de estas, quando injetadas perifericamente, ficarem “aprisionadas” no pulmão.

Paulo Correia de Sá salientou que “outra vantagem” associada à utilização das células estaminais, provenientes da medula óssea, é que não têm o ACE, recetor presente na membrana celular e através do qual o SARS-CoV-2 infeta as células humanas.

Logo, as células que ficam no pulmão são células que dificilmente são infetadas e que ainda por cima, têm grande capacidade de se diferenciarem noutros tecidos”, sublinhou.

Durante os próximos seis meses, os investigadores do projeto, desenvolvido no âmbito da 2.ª edição da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) RESEARCH 4 COVID-19, vão, em laboratório, juntar” as células estaminais de dadores de medula óssea com células do pulmão que vão ser “infetadas com vírus modificado”.

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